Moraes bloqueia contas e Pix de Eduardo Bolsonaro para tentar dificultar ações nos EUA

Investigação da Polícia Federal definiu que sanções patrimoniais seriam mais eficazes para coibir ações do filho do ex-presidente junto ao governo de Donald Trump; “Deve ter sido em nome da democracia”, ironizou deputado

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Foto do autor Aguirre Talento
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Bolsonaro: da inelegibilidade à tornozeleira em dez momentos

Presidente foi indiciado em três inquéritos e se tornou réu por tentativa de golpe de Estado; veja linha do tempo. Crédito: João Abel/Estadão (edição e voz)

BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio de contas bancárias e chave Pix do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com o objetivo de tentar dificultar suas ações nos Estados Unidos. Também foram alvo de bloqueios bens móveis, imóveis e o recebimento de seu salário como parlamentar.

“Alexandre de Moraes acabou de bloquear minhas contas bancárias, mas obviamente em nome da democracia”, ironizou Eduardo Bolsonaro, em entrevista a um podcast.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos, onde atua junto à administração Trump para sanções contra o Brasil  Foto: @EDUARDO BOLSONARO via YouTube

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A medida é mais uma estratégia da investigação contra as ações do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu filho para obter sanções do governo de Donald Trump contra o Brasil.

Após ter obtido a aplicação de medidas restritivas a Jair Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica, a PF considerou que seria mais eficaz aplicar medidas patrimoniais contra Eduardo, já que ele está nos Estados Unidos.

Os investigadores analisaram a possibilidade de pedir a deflagração de medidas ostensivas contra o filho do ex-presidente, como decretar prisão, mas avaliaram que seriam de baixa efetividade.

Em casos recentes nos quais o STF determinou a prisão de brasileiros residentes nos EUA e acusados de atos antidemocráticos, não houve sucesso em obter a extradição deles.

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O entendimento dos investigadores foi que medidas patrimoniais seriam mais eficientes para tentar dificultar as ações de Eduardo no exterior. A PF mira, por exemplo, os R$ 2 milhões que Jair Bolsonaro transferiu a Eduardo para financiar sua permanência nos EUA nesse período.

Bolsonaro foi alvo de busca e apreensão na última sexta-feira, 18, sob suspeita de ter estimulado, em conjunto com seu filho, ações do presidente Donald Trump contra o governo brasileiro. Para a Polícia Federal, essas ações tiveram seu ápice quando Trump anunciou uma taxação de 50% sobre os produtos brasileiros.

Após a operação da PF, o governo dos EUA anunciou como nova retaliação a suspensão do visto do ministro Alexandre de Moraes e de outros integrantes do STF.

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