Presença da Polícia teria motivado tiroteio em ato de Tarcísio, diz secretário de Segurança Pública

Confronto ocorreu nesta segunda-feira a cerca de 100 metros do local onde o candidato estava em Paraisópolis; autoridades consideram hipótese de atentado prematura

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Por Gustavo Queiroz
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O secretário de Segurança Pública de São Paulo, general João Camilo, afirmou nesta segunda-feira, 17, que não descarta nenhuma hipótese sobre o tiroteio que interrompeu uma agenda de campanha em Paraisópolis do candidato ao Palácio dos Bandeirantes Tarcísio de Freitas (Republicanos) nesta manhã, mas que informações preliminares apontam para um confronto motivado pela presença das forças policiais na região e que seria prematuro falar em tentativa de atentado.

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“Eu entendo que a investigação vai de maneira ampla, mas entendemos um confronto pela presença policial (que gerou um) ruído. Seria um indício de que o fato pende para outra linha de investigação (que não um atentado), mas nada é dispensado”, disse. “Na nossa opinião ainda é prematuro com os dados que nós temos dizer isso.”

Segundo o secretário, o confronto ocorreu a cerca de 100 metros de onde estava Tarcísio, às 11h40 da manhã. O candidato participava da inauguração de um polo universitário. As autoridades informaram que um grupo de oito pessoas, dois portando armas longas, entraram em um primeiro confronto com seguranças à paisana, que inclui também policiais militares, que faziam a segurança de Tarcísio. A polícia ostensiva chegou ao local na sequência. A campanha de Tarcísio chama o episódio de tentativa de intimidação.

“Essa situação não é novidade para a gente, das várias entradas você causa desconforto.”, completou.

As autoridades também afirmaram que não há registro de tiros disparados contra o prédio em que a equipe de Tarcísio estava, ou contra o veículo que transportou o candidato. Uma van escolar, porém, foi baleada, e um dos homens envolvidos no confronto morreu. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, ele já havia sido detido anteriormente por outro crime.

O secretário também informou que não recebeu qualquer pedido de investigação prévio por parte da equipe do ex-ministro sobre supostas ameaças de morte ao candidato. Segundo João Campos, câmeras corporais usadas pelos policiais militares que estavam no local vão ajudar a trazer clareza aos fatos. O equipamento é duramente criticado por Tarcísio, que já chegou a dizer que, se eleito, vai retirá-lo da farda dos agentes de segurança.

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