Existe uma questão na dermatologia que pode surpreender muita gente: nem toda pessoa com flacidez precisa de preenchimento. Em alguns casos, inclusive, esse procedimento pode até piorar a aparência. E essa é uma das maiores confusões quando falamos em rejuvenescimento facial.
É importante entender que o preenchimento com ácido hialurônico foi desenvolvido para repor o volume perdido e melhorar o contorno do rosto. Quando bem indicado, ele é um excelente tratamento. Ocorre que flacidez e perda de volume não são a mesma coisa.

A flacidez acontece porque a pele perde colágeno, elastina e sustentação ao longo dos anos. Já a perda de volume está relacionada à redução da gordura e de outras estruturas que dão suporte ao rosto. Quando a principal queixa é flacidez, simplesmente adicionar volume pode deixar o rosto pesado, alterar o contorno e comprometer a naturalidade facial. E é por isso que, às vezes, vemos pessoas com o rosto muito preenchido, mas com aparência bastante cansada.
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Hoje, felizmente, existem tratamentos específicos para estimular a produção de colágeno e melhorar a firmeza da pele, como os bioestimuladores de colágeno, o ultrassom microfocado e a radiofrequência volumétrica. Em muitos casos, esses tratamentos são mais indicados do que o preenchimento, dando um aspecto muito mais natural e saudável.
O rejuvenescimento moderno não se baseia em colocar mais produto no seu rosto, e sim fazer um diagnóstico correto, trazer naturalidade e, assim, ter um bom resultado. E isso não tem a ver com a quantidade de procedimentos, mas com a escolha do tratamento certo para cada pessoa. Para entender o que funciona para o seu caso, procure sempre o seu dermatologista.

