Um grupo suspeito de desviar R$ 146 milhões por meio de fraudes no sistema Pix foi alvo de uma operação deflagrada nesta terça-feira, 23, pela Polícia Civil de São Paulo.
O empresário e influenciador digital Gabriel Spalone, de 29 anos, é o principal investigado, segundo a polícia. Ele teve a prisão temporária decretada, mas não foi localizado pelos agentes. Outros dois suspeitos foram presos.
O advogado Eduardo Maurício, que atua na defesa de Gabriel Spalone, disse em nota que ele é “um empresário idôneo, e sobretudo inocente de todas as suspeitas de crime quanto à sua pessoa e isso ficará comprovado ao final da investigação.” Informou também que Gabriel ainda não foi intimado formalmente para prestar qualquer esclarecimento ou até mesmo da existência de qualquer mandado de prisão vigente, e que está à disposição da autoridade policial para colaborar na busca da verdade real dos fatos.

Um dos investigados foi detido na capital e o outro em Campinas, no interior de São Paulo. Eles teriam lucrado quase R$ 75 mil com o esquema criminoso.
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Gabriel Spalone é dono da Dubai Cash e da Next Trading Dubai, fintechs voltadas para operações com pagamentos e investimentos. Ele tem residências na capital paulista e em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A Dubai Cash informa em sua rede social ter movimentado mais de R$ 2 bilhões por Pix. A Next diz ser uma empresa de serviços financeiros de escala global.
A “Operação Dubai” - o nome é referência às empresas e à cidade onde o investigado mantém residência no exterior – foi realizada pela 1ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos, vinculada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de São Paulo.
A Polícia Civil constatou que o esquema utilizou diversas contas mantidas junto à instituição bancária para recebimento dos valores. As investigações apontaram também que os golpistas utilizaram o Pix como meio de transferência.
De acordo com a investigação, os criminosos usaram a credencial de uma prestadora de serviços para desviar os valores do banco em fevereiro deste ano. Além dos mandados de prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão.
Os investigados devem responder pelos crimes de furto mediante fraude e associação criminosa.





