
A Lojas Renner S.A. apresenta o projeto Florestas de Algodão durante a Conferência das Partes das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP-30), que começa nesta segunda-feira (10), em Belém (PA). Desenvolvida em parceria com a startup Farfarm e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a iniciativa pioneira atua no bioma Cerrado com o objetivo de construir uma cadeia produtiva de matérias-primas mais sustentáveis e regenerativas, com base em sistemas agroflorestais (SAF).
O projeto, que une pesquisa científica, inclusão social e regeneração ambiental, está alinhado a um dos principais temas da Conferência, que é a agricultura regenerativa baseada na natureza, na importância da preservação das florestas e da biodiversidade e na urgência da redução das emissões de gases de efeito estufa.
Neste ano, a companhia participa de dois painéis reforçando seu papel de liderança na agenda climática do setor, depois de já ter estado presente na COP-27, no Egito, e na COP-29, no Azerbaijão, e de lançar, em outubro, sua nova coleção feita com algodão regenerativo. Nas peças das marcas Renner e Ashua, a principal inovação é o uso de algodão cultivado em sistema agroflorestal, misturado ao algodão agroecológico e ao certificado. “O projeto Florestas de Algodão contribui para a moda circular e regenerativa e reforça nossos compromissos de reduzir em 55% as emissões por peça produzida e alcançar 100% de matérias-primas mais sustentáveis até 2030, além da neutralidade climática até 2050. É um exemplo de como conectamos inovação, colaboração, impacto social e enfrentamento das mudanças climáticas”, afirma Regina Durante, vice-presidente de Gente, Sustentabilidade e Relações Institucionais da Lojas Renner S.A.
O modelo agroflorestal proporciona ganhos ambientais expressivos em relação à monocultura convencional do algodão. Nele, árvores nativas, espécies agrícolas e frutíferas são cultivadas de forma integrada e equilibrada, como nos ecossistemas naturais.
Os resultados já observados apontam benefícios importantes para o solo e o clima. Em média, os sistemas implantados sequestraram 18,37 toneladas de CO2 por hectare (acima e abaixo do solo) por ano. As análises laboratoriais realizadas na UFMT e no campo também registraram alta de 38% na biodiversidade microbiológica sequestradora de carbono das áreas cultivadas.
Outro diferencial é a retenção de água no solo, ampliada pela cobertura vegetal pela diversidade de espécies, o que torna o cultivo mais resiliente às estiagens. Esse é um fator especialmente relevante no Cerrado, uma das regiões mais ameaçadas do planeta e, ao mesmo tempo, uma das mais estratégicas para a regulação hídrica do Brasil.
O impacto positivo do projeto se estende aos campos econômico e social. Mesmo em pequena escala, a produtividade média do algodão cultivado na fazenda experimental da UFMT no município de Santo Antônio do Laverger alcançou entre 1,3 e 2 toneladas de algodão em caroço por hectare.
O modelo combina ainda geração de renda, segurança alimentar e fortalecimento de comunidades rurais, já que nas entrelinhas do algodão são cultivados alimentos como milho, feijão e hortaliças. A produção do algodão agroflorestal utilizado na recente coleção lançada pelas marcas Renner e Ashua, por exemplo, impactou diretamente cerca de 10 famílias de agricultores, das quais mais de 60% dobraram sua renda anual, proveniente do seu lote de terras, no comparativo de 2023 para 2024, além de permitir a introdução de 250 árvores nativas, frutíferas e madeireiras por hectare.
Em outro painel, a companhia apresenta sua jornada climática, iniciada em 2008 com a criação do Comitê de Sustentabilidade no Conselho de Administração. Esse trabalho levou a Lojas Renner S.A. a obter, em 2024, a aprovação da Science Based Targets Initiative (SBTi) – parceria global que apoia empresas na definição de metas de redução de emissões de GEE alinhadas à ciência climática.
No ano seguinte, a companhia passou a divulgar informações financeiras relacionadas à sustentabilidade conforme as novas normas IFRS S1 e S2. O primeiro relatório, referente a 2024, mostrou que as iniciativas de sustentabilidade geraram efeitos líquidos positivos de R$ 100 milhões no resultado operacional, mesmo diante de eventos climáticos extremos, como inundações e ondas de calor.
Para os próximos dez anos, a projeção indica geração líquida de caixa entre R$ 191 milhões e R$ 217 milhões, impulsionada principalmente pelo consumo de energia renovável e pelo aumento das receitas com produtos mais sustentáveis.
• 2008: Fundação do Instituto Lojas Renner, nosso pilar social
Criação do Comitê de Sustentabilidade que apoia o CA
• 2011 : Lançamento do EcoEstilo, programa de logística reversa pós-consumo
• 2013 : Introdução da sustentabilidade como valor corporativo
Criação de uma área específica na companhia
• 2016: Definição de diretrizes estratégicas de moda responsável
Neutralização de 100% das emissões de CO2
• 2018 : Lançamento do Selo Re e da 1ª calça jeans com tecido reciclado do País
Anúncio do 1º ciclo de compromissos públicos de sustentabilidade
• 2021: Inauguração da 1ª loja do varejo brasileiro com premissas de circularidade
Encerramento do primeiro ciclo de compromissos públicos
Remuneração da diretoria atrelada a metas ESG
• 2022: Lançamento da 1ª calça jeans rastreável do País (blockchain)
Anúncio do 2º ciclo de compromissos públicos de sustentabilidade
• 2023: 100% dos jeans da Renner possuem atributos de sustentabilidade
• 2024: Meta de longo prazo aprovada pelo SBTi e COP-29
• 2025: Youcom: Lançamento do jeans circular na cor preta
Renner e Ashua: Pioneirismo no lançamento de coleção com algodão agroflorestal







