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Após protesto, PM mantém ocupação em bairro de Sorocaba

JOSÉ MARIA TOMAZELA - Agência Estado

14 Março 2014 | 16h 37

Mais de cem policiais militares ocupam desde o início da madrugada desta sexta-feira, 14, o bairro Habiteto, na zona norte de Sorocaba, após um protesto violento de moradores contra a morte de dois supostos assaltantes em confronto com a Polícia Militar. Quatro pessoas foram detidas, três delas menores de idade, mas acabaram liberadas. De acordo com o major da PM Carlos de Mello, a ocupação continuará "o tempo que for necessário para restabelecer o clima de tranquilidade". Segundo ele, os moradores foram insuflados por criminosos.

Na noite de quinta-feira, 13, cerca de trezentas pessoas bloquearam a principal avenida da região, depredaram prédios e entraram em confronto com os policiais. Quatro carros que passavam pelo local foram incendiados depois que os donos, sob a mira de armas, foram obrigados a descer dos veículos. O estande de uma imobiliária foi destruído e incendiado. Os móveis foram arrastados para a avenida e queimados.

A PM usou balas de borracha e bombas de efeito moral contra os manifestantes e alguns deles reagiram com tiros contra os policiais. O tiroteio deixou em pânico os moradores, mas não houve feridos graves. Uma bala atingiu o escudo de um policial e ele chegou a cair, mas não se feriu. Com ajuda dos bombeiros, os policiais retiraram a barricada com pneus e paus incendiados que bloqueava a Avenida Itavuvu, que dá acesso à fábrica da Toyota e ao Parque Tecnológico de Sorocaba, além de vários bairros. No início desta madrugada, com reforço do policiamento de outras cidades da região e de um helicóptero, a PM entrou no Habiteto.

Imagens feitas no conflito ajudarão a Polícia Civil a identificar os autores de disparos contra a polícia. Na tarde desta sexta, enquanto os jovens mortos eram velados, o clima ainda era tenso no bairro.

Mando do PCC - Os dois rapazes de 17 anos, moradores do bairro, foram mortos na madrugada de quinta-feira, 13, após tentar render o guarda municipal que fazia a segurança de um posto de combustíveis. Para a PM, eles executariam o GM a mando do Primeiro Comando da Capital (PCC), em retaliação ao isolamento de líderes da facção no Regime Disciplina Diferenciado (RDD), na Penitenciária de Presidente Bernardes.

Frentistas relataram que os suspeitos chegaram de moto, não tiraram o capacete e, de armas em punho, perguntaram pelo segurança. O GM, que estava armado, protegeu-se atrás de um balcão e teria atirado. Os menores fugiram e ele avisou a PM.

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