1. Usuário
Geral
Assine o Estadão
assine

Nações ricas deveriam receber mais refugiados sírios, dizem entidades

REUTERS

29 Agosto 2014 | 11h 54

Segundo as Nações Unidas, mais de 6,5 milhões de pessoas foram deslocadas dentro do país

As nações ricas deveriam oferecer um porto seguro para mais sírios que fogem do conflito, disseram ativistas nesta sexta-feira, enquanto o número de refugiados sírios superava 3 milhões.

Ao divulgar os números mais recentes sobre refugiados sírios, a ONU informou que mais de 6,5 milhões de pessoas foram deslocadas dentro da Síria, o que significa que "quase metade de todos os sírios já foi obrigada a abandonar suas casas e fugir para salvar a vida".

A maior parte dos refugiados vive em países vizinhos. O Líbano sozinho recebeu 1,14 milhão de sírios, seguido pela Turquia, que abriga 815 mil, e Jordânia, com 608 mil.

No mês passado, a agência de refugiados da ONU, o Acnur, disse que cerca de 123.600 sírios tinham procurado asilo na Europa desde que o conflito eclodiu em março de 2011.

"O Reino Unido poderia fazer mais para ajudar a reassentar os refugiados mais vulneráveis ??da Síria. Até o momento, prometeu lugar a várias centenas de refugiados e apenas 50 sírios foram reassentados em Junho de 2014", disse a Oxfam em um comunicado.

A entidade Conselho de Refugiados afirmou pelo Twitter que o número de sírios reassentadas na Grã-Bretanha até agora é "lamentável".

"Há mais de 1 milhão de refugiados da Síria no Líbano. O plano do Reino Unido de reassentar "várias centenas de pessoas" simplesmente não é bom o suficiente", disse a instituição beneficente em um tuíte.

A Oxfam observou que cerca de 5.000 foram reassentadas em outros países, que não são vizinhos da Síria, por meio de um esquema da ONU - correspondendo a apenas 0,16 por cento do total de refugiados registrados.

"É chocante que em mais de três anos de uma crise que não dá sinais de diminuir, de acordo com o programa de reinstalação de refugiados da ONU, os países ricos tenham recebido meros 5.000 dos 3 milhões de refugiados registrados, que estão em muitas situações lutando para sobreviver de um dia para o outro", disse Andy Baker, chefe da Oxfam na resposta à crise da Síria, em um comunicado.