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Domingo de novos bombardeios israelenses contra a Faixa de Gaza, com mais 20 palestinos mortos confirmados por autoridades do território devastado pela guerra
BERLIM - A Alemanha decidiu suspender a exportação de equipamentos militares para Israel que poderiam ser usados em Gaza, segundo um anúncio feito pelo chanceler do país, Friedrich Merz, nesta sexta-feira, 8. A decisão ocorre após o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, apontar que Tel-Aviv deve ocupar a Cidade de Gaza.
A medida de Berlim, que anteriormente evitou adotar posições mais duras contra o governo de Israel, isola ainda mais o governo de Tel-Aviv em meio ao aumento da crise humanitária na Faixa de Gaza, com casos de morte por desnutrição.
A Alemanha, juntamente com os Estados Unidos e a Itália, está entre os principais fornecedores estrangeiros de equipamentos usados pelo Exército de Israel.
No comunicado, Merz disse que está “cada vez mais difícil de entender” como o plano militar de ocupar a Cidade de Gaza contribui para os objetivos de Tel-Aviv.
“Nestas circunstâncias, o governo alemão não autorizará qualquer exportação de equipamento militar que possa ser usado na Faixa de Gaza até novo aviso”, acrescentou Merz. “O governo alemão continua profundamente preocupado com o sofrimento contínuo da população civil na Faixa de Gaza”.
O chanceler disse que o governo israelense “assume uma responsabilidade ainda maior” em relação à assistência a civis no território palestino com o anúncio do novo plano.
Depois do anúncio de Merz, Netanyahu conversou com o chanceler e expressou decepção com a decisão, de acordo com um comunicado do governo de Israel. Segundo o governo de Tel-Aviv, Berlim está recompensando o Hamas e falhando em apoiar a “guerra justa” de Israel contra o grupo.
Não ficou imediatamente claro quais equipamentos militares da Alemanha seriam afetados. Questionado pela Associated Press (AP) por detalhes, o governo alemão se recusou a comentar.
Saiba mais
Peso maior
O anúncio do governo alemão tem um peso particular para Israel por conta do apoio irrestrito dado por Berlim a Tel-Aviv ao longo dos anos, principalmente devido a um sentimento de responsabilidade por conta do Holocausto.
Merz também havia adotado uma posição mais moderada ao não se juntar a França, Reino Unido e Canadá, que anunciaram que devem reconhecer um Estado palestino em setembro.
Berlim também liderou os esforços entre os 27 membros da UE para bloquear críticas coletivas ou sanções contra colonos na Cisjordânia./com AP