Plano de Israel para Gaza pode levar a ‘outra calamidade’, alerta ONU


Conselho de Segurança convocou reunião de emergência sobre plano de Israel de ocupar a Cidade de Gaza; encontro foi solicitado por países europeus após anúncio de Netanyahu de que o Exército israelense pretende assumir o controle da principal cidade do território palestino

Por Gregory Walton (AFP )
Atualização:

O Conselho de Segurança da ONU realizou neste domingo, 10, uma reunião de emergência para abordar o plano de Israel de tomar o controle da Cidade de Gaza - medida criticada por diversos países e classificada pelo secretário-geral da organização, António Guterres, como uma “perigosa escalada”.

O governo de Binyamin Netanyahu anunciou que o Exército israelense se prepara para assumir o controle da principal cidade do território palestino, com o objetivo de derrotar o grupo terrorista Hamas e libertar os reféns mantidos pelos terroristas.

Um alto funcionário da ONU advertiu, neste domingo, que o plano de Israel “provavelmente desencadeará outra calamidade”.

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“Se estes planos forem implementados, provavelmente desencadearão outra calamidade em Gaza, com repercussões em toda a região e mais deslocamentos forçados, assassinatos e destruição”, disse Miroslav Jenca, secretário-geral adjunto da ONU, ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Manifestantes em Tel Aviv confrontam policial durante protesto contra a intensificação da guerra e pela liberação segura dos reféns. Foto: Jack Guez/AFP

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) informou que 98 crianças morreram de desnutrição aguda desde o início do conflito, em outubro de 2023, 37 delas desde julho, segundo as autoridades de Gaza.

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“Esta já não é uma crise de fome iminente, isto é fome, pura e simples”, afirmou o diretor de coordenação da OCHA, Ramesh Rajasingham.

O primeiro-ministro israelense anunciou, neste domingo, durante uma coletiva de imprensa, um plano para autorizar que jornalistas estrangeiros trabalhem dentro de Gaza, acompanhados pelo exército israelense.

Netanyahu declarou que o plano aprovado pelo gabinete de segurança de seu país para controlar a Cidade de Gaza é “a melhor forma de acabar com a guerra e a melhor forma de terminá-la rápido”. E acrescentou que o objetivo do plano “não é ocupar Gaza”.

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Pedido de sanções

O Reino Unido, aliado próximo de Israel que, no entanto, impulsionou esta reunião emergencial sobre a crise, junto com Dinamarca, Grécia, França e Eslovênia, alertou que o plano israelense pode prolongar o conflito.

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“Só aprofundará o sofrimento dos civis palestinos em Gaza. Este não é um caminho para a solução. É um caminho para mais derramamento de sangue”, disse o embaixador adjunto britânico na ONU, James Kariuki.

Do lado de fora da sede das Nações Unidas em Nova York, um protesto pequeno, mas barulhento pediu o fim do conflito e das hostilidades.

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Os Estados Unidos, que são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, com direito ao veto, acusaram os países que apoiaram a reunião deste domingo de “prorrogar ativamente a guerra, ao difundir mentiras sobre Israel”.

“Israel tem o direito de decidir o que é necessário para sua segurança e que medidas são apropriadas para pôr fim à ameaça que o Hamas representa”, proclamou a representante dos Estados Unidos na ONU, Dorothy Shea.

Policiais israelenses prendem manifestante durante protesto organizado por familiares e amigos de reféns presos em Gaza. Foto: Jack Guez/AFP
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O embaixador adjunto de Israel na ONU, Jonathan Miller, declarou que “não se deve exercer pressão sobre Israel, que sofreu o ataque mais horrendo contra o povo judeu desde o Holocausto, mas sobre o Hamas”.

O embaixador da Argélia, Amar Bendjama, por sua vez, pediu sanções contra Israel em resposta ao seu plano para Gaza. “Chegou a hora de impor sanções ao inimigo da humanidade”, afirmou.

“Se fosse outro país, já teriam imposto sanções há muito tempo”, disse o embaixador palestino, Riyad Mansour.

Reações em Israel

O anúncio do plano de Netanyahu suscitou o horror das famílias dos reféns sequestrados durante o ataque sangrento do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, que o veem como uma sentença de morte aos seus entes queridos.

O Hamas advertiu que a nova ofensiva terminaria com seu “sacrifício”.

A extrema direita israelense também critica Netanyahu, mas por não ir além da Cidade de Gaza.

“É possível alcançar a vitória. Quero toda a Faixa de Gaza, a tranferência [de sua população] e a colonização”, afirmou o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir.

Um homem palestino lamenta a morte de um ente querido, executado neste sábado, 9, enquanto buscava ajuda na Faixa de Gaza. Foto: Omar Al-qattaa/AFP

Neste domingo, na Faixa de Gaza, o exército israelense matou 27 pessoas, entre elas 11 atingidas por disparos enquanto aguardavam a distribuição de alimentos, afirmou a Defesa Civil do território palestino.

O ataque do Hamas a Israel, em outubro 2023, que desencadeou a guerra em Gaza, causou a morte de 1.219 pessoas do lado israelense, civis na maioria, segundo um balanço da AFP com base em dados oficiais.

A operação de retaliação de Israel em Gaza já deixou 61.369 mortos, majoritariamente civis, mulheres e crianças, segundo dados do Ministério da Saúde do Hamas, considerados confiáveis pela ONU./AFP

O Conselho de Segurança da ONU realizou neste domingo, 10, uma reunião de emergência para abordar o plano de Israel de tomar o controle da Cidade de Gaza - medida criticada por diversos países e classificada pelo secretário-geral da organização, António Guterres, como uma “perigosa escalada”.

O governo de Binyamin Netanyahu anunciou que o Exército israelense se prepara para assumir o controle da principal cidade do território palestino, com o objetivo de derrotar o grupo terrorista Hamas e libertar os reféns mantidos pelos terroristas.

Um alto funcionário da ONU advertiu, neste domingo, que o plano de Israel “provavelmente desencadeará outra calamidade”.

“Se estes planos forem implementados, provavelmente desencadearão outra calamidade em Gaza, com repercussões em toda a região e mais deslocamentos forçados, assassinatos e destruição”, disse Miroslav Jenca, secretário-geral adjunto da ONU, ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Manifestantes em Tel Aviv confrontam policial durante protesto contra a intensificação da guerra e pela liberação segura dos reféns. Foto: Jack Guez/AFP

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) informou que 98 crianças morreram de desnutrição aguda desde o início do conflito, em outubro de 2023, 37 delas desde julho, segundo as autoridades de Gaza.

“Esta já não é uma crise de fome iminente, isto é fome, pura e simples”, afirmou o diretor de coordenação da OCHA, Ramesh Rajasingham.

O primeiro-ministro israelense anunciou, neste domingo, durante uma coletiva de imprensa, um plano para autorizar que jornalistas estrangeiros trabalhem dentro de Gaza, acompanhados pelo exército israelense.

Netanyahu declarou que o plano aprovado pelo gabinete de segurança de seu país para controlar a Cidade de Gaza é “a melhor forma de acabar com a guerra e a melhor forma de terminá-la rápido”. E acrescentou que o objetivo do plano “não é ocupar Gaza”.

Pedido de sanções

O Reino Unido, aliado próximo de Israel que, no entanto, impulsionou esta reunião emergencial sobre a crise, junto com Dinamarca, Grécia, França e Eslovênia, alertou que o plano israelense pode prolongar o conflito.

“Só aprofundará o sofrimento dos civis palestinos em Gaza. Este não é um caminho para a solução. É um caminho para mais derramamento de sangue”, disse o embaixador adjunto britânico na ONU, James Kariuki.

Do lado de fora da sede das Nações Unidas em Nova York, um protesto pequeno, mas barulhento pediu o fim do conflito e das hostilidades.

Os Estados Unidos, que são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, com direito ao veto, acusaram os países que apoiaram a reunião deste domingo de “prorrogar ativamente a guerra, ao difundir mentiras sobre Israel”.

“Israel tem o direito de decidir o que é necessário para sua segurança e que medidas são apropriadas para pôr fim à ameaça que o Hamas representa”, proclamou a representante dos Estados Unidos na ONU, Dorothy Shea.

Policiais israelenses prendem manifestante durante protesto organizado por familiares e amigos de reféns presos em Gaza. Foto: Jack Guez/AFP

O embaixador adjunto de Israel na ONU, Jonathan Miller, declarou que “não se deve exercer pressão sobre Israel, que sofreu o ataque mais horrendo contra o povo judeu desde o Holocausto, mas sobre o Hamas”.

O embaixador da Argélia, Amar Bendjama, por sua vez, pediu sanções contra Israel em resposta ao seu plano para Gaza. “Chegou a hora de impor sanções ao inimigo da humanidade”, afirmou.

“Se fosse outro país, já teriam imposto sanções há muito tempo”, disse o embaixador palestino, Riyad Mansour.

Reações em Israel

O anúncio do plano de Netanyahu suscitou o horror das famílias dos reféns sequestrados durante o ataque sangrento do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, que o veem como uma sentença de morte aos seus entes queridos.

O Hamas advertiu que a nova ofensiva terminaria com seu “sacrifício”.

A extrema direita israelense também critica Netanyahu, mas por não ir além da Cidade de Gaza.

“É possível alcançar a vitória. Quero toda a Faixa de Gaza, a tranferência [de sua população] e a colonização”, afirmou o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir.

Um homem palestino lamenta a morte de um ente querido, executado neste sábado, 9, enquanto buscava ajuda na Faixa de Gaza. Foto: Omar Al-qattaa/AFP

Neste domingo, na Faixa de Gaza, o exército israelense matou 27 pessoas, entre elas 11 atingidas por disparos enquanto aguardavam a distribuição de alimentos, afirmou a Defesa Civil do território palestino.

O ataque do Hamas a Israel, em outubro 2023, que desencadeou a guerra em Gaza, causou a morte de 1.219 pessoas do lado israelense, civis na maioria, segundo um balanço da AFP com base em dados oficiais.

A operação de retaliação de Israel em Gaza já deixou 61.369 mortos, majoritariamente civis, mulheres e crianças, segundo dados do Ministério da Saúde do Hamas, considerados confiáveis pela ONU./AFP

O Conselho de Segurança da ONU realizou neste domingo, 10, uma reunião de emergência para abordar o plano de Israel de tomar o controle da Cidade de Gaza - medida criticada por diversos países e classificada pelo secretário-geral da organização, António Guterres, como uma “perigosa escalada”.

O governo de Binyamin Netanyahu anunciou que o Exército israelense se prepara para assumir o controle da principal cidade do território palestino, com o objetivo de derrotar o grupo terrorista Hamas e libertar os reféns mantidos pelos terroristas.

Um alto funcionário da ONU advertiu, neste domingo, que o plano de Israel “provavelmente desencadeará outra calamidade”.

“Se estes planos forem implementados, provavelmente desencadearão outra calamidade em Gaza, com repercussões em toda a região e mais deslocamentos forçados, assassinatos e destruição”, disse Miroslav Jenca, secretário-geral adjunto da ONU, ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Manifestantes em Tel Aviv confrontam policial durante protesto contra a intensificação da guerra e pela liberação segura dos reféns. Foto: Jack Guez/AFP

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) informou que 98 crianças morreram de desnutrição aguda desde o início do conflito, em outubro de 2023, 37 delas desde julho, segundo as autoridades de Gaza.

“Esta já não é uma crise de fome iminente, isto é fome, pura e simples”, afirmou o diretor de coordenação da OCHA, Ramesh Rajasingham.

O primeiro-ministro israelense anunciou, neste domingo, durante uma coletiva de imprensa, um plano para autorizar que jornalistas estrangeiros trabalhem dentro de Gaza, acompanhados pelo exército israelense.

Netanyahu declarou que o plano aprovado pelo gabinete de segurança de seu país para controlar a Cidade de Gaza é “a melhor forma de acabar com a guerra e a melhor forma de terminá-la rápido”. E acrescentou que o objetivo do plano “não é ocupar Gaza”.

Pedido de sanções

O Reino Unido, aliado próximo de Israel que, no entanto, impulsionou esta reunião emergencial sobre a crise, junto com Dinamarca, Grécia, França e Eslovênia, alertou que o plano israelense pode prolongar o conflito.

“Só aprofundará o sofrimento dos civis palestinos em Gaza. Este não é um caminho para a solução. É um caminho para mais derramamento de sangue”, disse o embaixador adjunto britânico na ONU, James Kariuki.

Do lado de fora da sede das Nações Unidas em Nova York, um protesto pequeno, mas barulhento pediu o fim do conflito e das hostilidades.

Os Estados Unidos, que são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, com direito ao veto, acusaram os países que apoiaram a reunião deste domingo de “prorrogar ativamente a guerra, ao difundir mentiras sobre Israel”.

“Israel tem o direito de decidir o que é necessário para sua segurança e que medidas são apropriadas para pôr fim à ameaça que o Hamas representa”, proclamou a representante dos Estados Unidos na ONU, Dorothy Shea.

Policiais israelenses prendem manifestante durante protesto organizado por familiares e amigos de reféns presos em Gaza. Foto: Jack Guez/AFP

O embaixador adjunto de Israel na ONU, Jonathan Miller, declarou que “não se deve exercer pressão sobre Israel, que sofreu o ataque mais horrendo contra o povo judeu desde o Holocausto, mas sobre o Hamas”.

O embaixador da Argélia, Amar Bendjama, por sua vez, pediu sanções contra Israel em resposta ao seu plano para Gaza. “Chegou a hora de impor sanções ao inimigo da humanidade”, afirmou.

“Se fosse outro país, já teriam imposto sanções há muito tempo”, disse o embaixador palestino, Riyad Mansour.

Reações em Israel

O anúncio do plano de Netanyahu suscitou o horror das famílias dos reféns sequestrados durante o ataque sangrento do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, que o veem como uma sentença de morte aos seus entes queridos.

O Hamas advertiu que a nova ofensiva terminaria com seu “sacrifício”.

A extrema direita israelense também critica Netanyahu, mas por não ir além da Cidade de Gaza.

“É possível alcançar a vitória. Quero toda a Faixa de Gaza, a tranferência [de sua população] e a colonização”, afirmou o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir.

Um homem palestino lamenta a morte de um ente querido, executado neste sábado, 9, enquanto buscava ajuda na Faixa de Gaza. Foto: Omar Al-qattaa/AFP

Neste domingo, na Faixa de Gaza, o exército israelense matou 27 pessoas, entre elas 11 atingidas por disparos enquanto aguardavam a distribuição de alimentos, afirmou a Defesa Civil do território palestino.

O ataque do Hamas a Israel, em outubro 2023, que desencadeou a guerra em Gaza, causou a morte de 1.219 pessoas do lado israelense, civis na maioria, segundo um balanço da AFP com base em dados oficiais.

A operação de retaliação de Israel em Gaza já deixou 61.369 mortos, majoritariamente civis, mulheres e crianças, segundo dados do Ministério da Saúde do Hamas, considerados confiáveis pela ONU./AFP

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