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Comissão de Ética arquiva processos contra Pimentel

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Por Redação
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A Comissão de Ética Pública da Presidência da República arquivou nesta segunda-feira dois processos que corriam no órgão contra o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou o presidente interino da comissão, Américo Lacombe. Um dos processos arquivados devia-se a reportagens publicadas no fim de 2011, segundo as quais o ministro teria recebido 2 milhões de reais em serviços de sua empresa de consultoria entre 2009 e 2010. No período, Pimentel já havia deixado a Prefeitura de Belo Horizonte e ainda não havia assumido a pasta no governo da presidente Dilma Rousseff. De acordo com as reportagens, uma das empresas que contrataram os serviços da empresa de consultoria teria conseguido um contrato com a Prefeitura de Belo Horizonte após Pimentel deixar o cargo. No outro processo contra o ministro, também arquivado, partidos da oposição pediam que a comissão avaliasse se houve utilização indevida por parte do ministro, que pegou carona em um jatinho pago por um empresário. "Ele (Pimentel) não tinha outra escolha. Ou ele ia no avião ou ele não ia, faltaria ao compromisso. Então nós arquivamos o caso", disse o presidente da comissão, referindo-se a um encontro de empresários em Roma no qual Pimentel deu uma palestra. Lacombe explicou que uma resolução da comissão permite viagens de autoridades em aviões particulares desde que o responsável pelo transporte não tenha algum interesse que esteja "sob julgamento" da autoridade. O presidente explicou ainda que a maioria da comissão concordou em arquivar o caso das consultorias prestadas pela empresa de Pimentel. "Ele não atuou ali como ministro de Etado, porque ele não era ministro. Ele era simplesmente um economista no exercício de sua profissão, e também não era prefeito", disse a jornalistas. A decisão ocorre quase um mês após a renúncia do então presidente da comissão, Sepúlveda Pertence. Ao sair, no dia em que três conselheiros indicados por Dilma tomaram posse, Pertence disse "lamentar" a não recondução de dois membros da comissão. Os dois integrantes em questão eram Marilia Muricy e Fábio Coutinho, que atuaram em casos envolvendo o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi, e o ministro Pimentel. No ano passado, a comissão recomendou a Dilma que exonerasse o então ministro do Trabalho Carlos Lupi, alvo de denúncias de irregularidades na pasta. Lupi pediu demissão dias depois. (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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