Quem é Leão XIV? Veja 5 pontos para saber mais sobre o novo papa
Prefeito do Dicastério para os Bispos, ele é o primeiro pontífice norte-americano e foi missionário no Peru.
O pontificado de Leão XIV, nome escolhido pelo cardeal Robert Prevost, eleito novo papa quinta-feira, 8, poderá determinar mudanças nas lideranças de arquidioceses importantes do País, como São Paulo e Rio de Janeiro, e também em Aparecida (SP), onde está localizado o maior templo católico do País.
Nesses centros, os arcebispos estão prestes a se aposentar ou já ultrapassaram a idade de 75 anos, limite para renúncia obrigatória conforme o Código de Direito Canônico. Com isso, novos arcebispos poderão ser indicados.

De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), “as nomeações dos bispos são feitas sempre pelo papa, assim como ele também é quem acata os pedidos de renúncia”.
Por outro lado, a entidade destaca que o papa pode recusar um pedido de renúncia, determinando que o arcebispo permaneça por mais tempo no cargo, mesmo tendo mais de 75 anos.
Isso vem acontecendo em São Paulo e em Aparecida. Na maior cidade do País, o cardeal Odilo Pedro Scherer apresentou sua carta de renúncia ao completar 75 anos no ano passado. O então papa Francisco solicitou que ele permanecesse até 2026 no cargo.
Em Aparecida, o atual arcebispo, dom Orlando Brandes, já completou 79 anos. Francisco autorizou sua permanência até completar 80, no ano que vem.
No Rio de Janeiro, o cardeal Orani João Tempesta completará 75 anos em junho de 2025. Obrigatoriamente, ele deverá apresentar sua carta de renúncia. O papa vai definir a ampliação de sua permanência.
Scherer e Tempesta foram dois dos sete cardeais brasileiros que votaram no conclave que elegeu Leão XIV para suceder o papa Francisco. Outro cardeal brasileiro que participou do conclave e deverá apresentar sua carta de renúncia ainda este ano é dom Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus. Ele completará 75 anos em 6 de novembro.
A escolha dos arcebispos para essas cidades vai apontar tendências importantes na opinião do teólogo e historiador Gerson Leite de Moraes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie.
“O perfil do arcebispo vai indicar o tipo de igreja que o novo papa espera. O arcebispo é alguém de confiança e que representa a visão de mundo do papa”, diz.
No pontificado de Francisco, algumas nomeações representaram o olhar para regiões periféricas, como a de Dom Leonardo Steiner para arcebispo de Manaus, em 2019, e sua posterior criação como cardeal em 2022.
No momento, há oito dioceses e uma arquidiocese vacantes no Brasil, esperando a nomeação de um novo bispo pela Santa Sé, conforme compilação da catholic hierarchy org. Na lista, está uma arquidiocese, a de Sorocaba (SP), cujo titular, d. Júlio Endi Akamine, também presidente do Regional Sul 1 da CNBB, que abarca todo o Estado, foi transferido para a Arquidiocese de Belém. Ele está como coadjutor, mas substituirá d. Alberto Tavareira Corrêa, que completa 75 anos no dia 26.
A lista de locais ainda aguardando um bispo tem ainda Nova Friburgo (RJ), Luziânia (GO), Uruguaiana (RS), Januária (MG), Campo Maior (PI), Jardim (MS), Teixeira de Freitas (BA) e Propriá (SE). Há ainda a expectativa por nomeações de bispos auxiliares em áreas importantes, como a Arquidiocese de São Paulo.
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Elias Wolff, professor do Programa de Pós-Graduação em Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), destaca que as sedes de São Paulo, Rio de Janeiro e Aparecida são cardinalícias, ou seja, são lideradas por cardeais, membros do alto escalão da Igreja Católica. No Brasil, elas são apenas cinco: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Aparecida e Salvador.
O Colégio dos Cardeais desempenha papel crucial na administração da Igreja e na eleição do Papa - historicamente, os arcebispos de São Paulo e Rio participam dos conclaves. / COLABOROU CLÁUDIO VIEIRA




