Polícia faz operação contra sequestros-relâmpago de comerciantes a mando do Comando Vermelho no Rio

Investigações apontaram que o grupo tinha divisão de tarefas; uma das vítimas teve prejuízo estimado em R$ 500 mil

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Foto do autor Geovanna  Hora

Rio Claro, em São Paulo, é palco de confrontos entre o CV e o PCC

Membros do Comando Vermelho saem do Rio de Janeiro para executar traficantes rivais no interior de SP. Crédito: Polícia Civil

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A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro realiza nesta sexta-feira, 14, a segunda fase da Operação Argus, contra uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho e investigada por crimes de cárcere privado, extorsão e lavagem de dinheiro.

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Policiais da 59ª Delegacia de Polícia, de Duque de Caxias, e da Delegacia Antissequestro (DAS) cumprem mandados de busca e apreensão na capital e nos municípios de Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Mesquita, na Baixada Fluminense, além do Paraná.

A ação conta com o apoio de equipes do Departamento-Geral de Polícia da Baixada Fluminense (DGPB) e do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).

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A Polícia Civil informou que as investigações apontaram que o grupo tinha uma divisão de tarefas. Alguns integrantes localizavam e monitoravam as vítimas, enquanto outros as mantinham sob controle, obtinham dados e senhas bancárias e movimentavam e ocultavam os valores roubados.

Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro realiza operação contra sequestros-relâmpago. Foto: Divulgação/Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro

Em um dos casos que deram origem à investigação, uma vítima foi mantida refém por cerca de oito horas, sob ameaça de uma arma de fogo, até fornecer senhas e acessos bancários aos criminosos. O prejuízo foi estimado em R$ 500 mil.

Na primeira fase da operação, três suspeitos foram presos e uma vítima mantida em cárcere privado foi libertada.

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Nesta segunda fase, os policiais buscam apreender armas de fogo, munições, dispositivos eletrônicos, documentos financeiros, dinheiro em espécie, bens de luxo e veículos de alto padrão. A investigação também busca esclarecer o funcionamento da estrutura financeira da organização e identificar outros envolvidos nos crimes.