Quem era médica de 37 anos morta a facadas dentro de seu apartamento no interior do Paraná

Profissional trabalhava em uma UBS de Sarandi e era formada em Medicina pela Universidade do Sul de Santa Catarina; nas redes sociais, pacientes e amigos lamentaram a morte

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Foto do autor Andressa Lima
Atualização:

Números assustadores', diz Maria da Penha sobre casos de feminicídio no Brasil

Em entrevista ao Estadão, ativista diz que é preciso levar políticas públicas para o interior. Crédito: Maria da Penha

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Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher e violência doméstica. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.

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Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi morta a facadas no sábado, 5, em Maringá, no Paraná, e o caso é investigado como feminicídio. O companheiro dela, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, foi preso em flagrante. Ao Estadão, a defesa disse que ainda analisa o caso e irá se manifestar depois.

O casal tinha um bebê de 8 meses, que estava no apartamento quando o corpo de Gassi foi encontrado.

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Gassi Paola de Souza Mazia em viagem recente à Holanda Foto: Reprodução/Facebook @gassi.mazia

Gassi era médica e atuava no atendimento da rede pública de saúde de Sarandi, no Paraná. Ela se formou em Medicina pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), no campus de Tubarão, em 2016.

Segundo o cadastro do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Gassi tinha registro no Estado desde fevereiro de 2017. Ela também possuía inscrição regular no Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina.

‘Sempre atenciosa’

A médica trabalhava na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi, cidade vizinha a Maringá. Em nota de pesar, a prefeitura afirmou que ela dedicou seu conhecimento, a experiência e o compromisso profissional ao cuidado com a população.

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Nos comentários, pessoas que tiveram contato com Gassi durante sua atuação profissional demonstraram solidariedade e prestaram homenagens. “Doutora sempre atenciosa”, escreveu uma pessoa. “Uma médica e pessoa maravilhosa”, comentou outra.

A Prefeitura de Sarandi disse que a contribuição de Gassi para a saúde pública do município será lembrada “com respeito e gratidão” por aqueles que tiveram a oportunidade de compartilhar sua trajetória.

Além da carreira, Gassi compartilhava nas redes sociais momentos da vida pessoal. No fim do ano passado, ela publicou registros ao lado de Romeiro e imagens da gravidez, onde falava sobre a expectativa pela chegada do filho. Mais recentemente, ela havia compartilhado registros de uma viagem que fez com seu bebê e familiares para cidades da Holanda e Bélgica.

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‘Risada alta e contagiante’

O salão de beleza que Gassi frequentava também publicou uma homenagem. “Ela chegava sorrindo, conversava com todo mundo e, com sua risada alta e contagiante, transformava qualquer momento em alegria”, escreveu Fagner Gomes, responsável pela publicação.

O texto descreve Gassi como alguém que gostava de conversar, brincar e fazer os outros rirem. “Sua presença preenchia o ambiente e fazia com que todos ao redor se sentissem mais leves e felizes”, diz a nota.

Médica era mãe de um bebê de 8 meses

Gassi era mãe de um bebê de 8 meses, filho dela com Romeiro. O bebê foi encontrado no apartamento onde o crime aconteceu.

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Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Paraná e a Polícia Civil do Paraná, Gassi e Romeiro mantinham um relacionamento conturbado e haviam reatado havia pouco tempo.

Na noite do crime, os dois tiveram uma discussão e, durante o conflito, o homem a esfaqueou. Ela morreu no local.

Romeiro foi preso em flagrante pela Polícia Militar em Mandaguari, na residência da mãe dele. Ele permanece sob escolta no hospital, pois apresentava ferimentos provocados por arma branca. O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

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O enterro da médica aconteceu nesta segunda-feira, 7, às 10h30 no Cemitério Municipal de Maringá.