Observatório da intervenção no RJ diz que morte de Marielle foi 'assassinato político'

'Trata-se de um novo degrau de aprofundamento das dinâmicas de violência no Rio', avaliam monitores da Universidade Cândido Mendes

Por Roberta Jansen
Atualização:

RIO -  A coordenadora do Observatório da Intervenção Federal, da Universidade Cândido Mendes, Sílvia Ramos, divulgou nota nesta quinta-feira classificando a morte da vereadora Marielle Franco, que integrava o observatório, de “assassinato político”.

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“Independentemente da motivação dos autores da execução, o que houve ontem (quarta) foi um assassinato político. Trata-se de um novo degrau de aprofundamento das dinâmicas de violência no Rio, inaugurando uma nova modalidade de homicídio, o homicídio estritamente político", disse em nota.

Um policial trabalhana cena do crime onde a vereadora Marielle Franco foi morta a tiros no Rio de Janeiro, na noite de quarta-feira, 14. Foto: Leo Correa/AP

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E continuou: "A morte de Marielle representa uma ameaça dos ativistas de favelas, às lideranças comunitárias e aos defensores de direitos. A polícia militar precisa dar respostas imediatas que façam cessar suspeitas sobre atuação de seus policiais".

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Sílvia pediu que a Polícia Civil elucide o crime de forma exemplar. "E, sobretudo, o comando militar da intervenção federal deve dar respostas à sociedade. O Rio sob intervenção tem sido o local onde mortes por violência e mortes e agressões por violência policial continuam prevalecendo. É responsabilidade dos interventores deter os crimes de ódio aos defensores de direitos.”

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