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USP e Instituto de Botânica identificam espécies vegetais

Ideal é que a amostra contenha flores e frutos e seja desidratada, em[br]papel jornal, antes de ser enviada ao laboratório

Por Fernanda Yoneya
Atualização:

Para quem quer identificar uma planta desconhecida, há locais especializados nesse tipo de serviço. A Curadoria do Herbário, do Instituto de Botânica, recebe amostras de plantas e fornece a ficha completa da espécie. Para facilitar o trabalho de identificação é preciso ter cuidado no envio. O ideal, diz a curadora do herbário do instituto, Maria Cândida Henrique Mamede, é levar pessoalmente a amostra da planta contendo flor e fruto, já seca. Enviar apenas folhas soltas dificulta, e muito, o trabalho no laboratório. "Pedimos que o interessado colete um ramo inteiro, com folhas, flores e fruto", diz a curadora. A desidratação da amostra é indicada principalmente para o envio de materiais de locais distantes, pelo correio, e pode ser feita prensando a planta em papel jornal ou papelão. Se a distância até o laboratório for curta, são aceitas amostras de plantas frescas. No Instituto de Botânica, o custo do serviço, por amostra, é de R$ 25, mas varia conforme a quantidade de amostras e se o interessado é pessoa física ou jurídica. O Instituto de Biociências, da USP, recebe amostras que são analisadas e identificadas no Departamento de Botânica. O material pode ser entregue pessoalmente ou via e-mail, por fotografia. "O ramo coletado deve ter cerca de 30 centímetros e conter folha, flor e fruto", diz o professor José Rubens Pirani, responsável pelo herbário do departamento. A identificação custa a partir de R$ 20. A secagem da planta em papel jornal, explica, evita que o material estrague. "No segundo dia após a coleta, o material já começa a apodrecer e já aparecem fungos."

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