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Diversidade e Inclusão

Pessoa com deficiência interessa se for cliente e não para trabalhar, mostra pesquisa

Terceira edição do estudo Oldiversity mostra que marcas investem em acessibilidade para clientes com deficiência, mas discriminam profissionais com deficiência na contratação de funcionários.

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Por Luiz Alexandre Souza Ventura
Atualização:
Entrevistados afirmam ser estranho ser recebido por atendentes com deficiência.  


Pessoas com deficiência interessam às marcas e ao setor de consumo quando têm dinheiro, poder de compra e servem à construção de uma imagem positiva da empresa em ações de marketing na temática da diversidade, mas essa valorização é inversa no momento de incluir profissionais com deficiência na força de trabalho, mesmo com as exigências da Lei de Cotas (n° 8.213/1991).

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É o que mostra a terceira edição da pesquisa Oldiversity. Entre os entrevistados, 81% afirmam haver discriminação na contratação de trabalhadores com deficiência e 25% confirmam serem alvo de preconceito por ter deficiência.

Por outro lado, mais da metade dos pesquisados (59%) dizem haver investimentos das marcas em atendimento às necessidades da população com deficiência.

"Mesmo com programas de inclusão nas empresas, faltam práticas em diversas frentes para que esse número (81%) diminua de forma real e profissionais com deficiência não fiquem à margem de garantias fundamentais previstas por lei. Trabalhar é direito básico do cidadão e as empresas precisam apurar mais suas diretrizes em função da inclusão autêntica", diz Edmar Bulla, fundador do Grupo Croma e idealizador do estudo.

Estranho - Um detalhe do estudo que também chama a atenção é a percepção a respeito do atendimento feito por pessoas com deficiência em lojas e estabelecimentos semelhantes, com 9% dos entrevistados revelando que acham estranho ser recebido por atendentes com deficiência. Apesar disso, 57% dos pesquisados defendem lojas planejadas para pessoas com deficiência e 53% querem propagandas feitas por gente com deficiência.

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