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Diversidade e Inclusão

Projeto de realidade aumentada acessível estimula a leitura

'Literatura Postal', do grupo de teatro Ciclistas Bonequeiros, tem histórias clássicas da literatura impressas em cartões postais exclusivos e um aplicativo que faz a narração do texto em vídeos 3D, com trilha sonora e interpretação em Libras.

Foto do author Luiz Alexandre Souza Ventura
Por Luiz Alexandre Souza Ventura
Atualização:

 


O projeto 'Literatura Postal' do grupo de teatro Ciclistas Bonequeiros, lançado neste mês, usa cartões postais exclusivos e um aplicativo (Android e iOS) que faz a narração do texto em vídeos 3D, com trilha sonora e interpretação na Língua Brasileira de Sinais, para incentivar crianças com e sem deficiência a manter o hábito da leitura.

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Nos cartões estão impressas histórias clássicas, com personagens consagradas, como 'Pedro Malasartes', tradicional das culturas portuguesa e brasileira; 'O Saci Pererê', figura famosa do folclore brasileiro; 'O Pequeno Príncipe', do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, publicado pela primeira vez em abril de 1943, e 'Babar no Reino dos Elefantes', protagonista do livro infantil francês L'Histoire de Babar, escrito por Jean de Brunhoff e publicado desde 1931.

Questionado pelo blog Vencer Limites sobre a ausência de legendas nos vídeos, o grupo esclarece que o cartão postal tem a história impressa para acompanhamento das imagens e a narração com a realidade aumentada segue o texto.

"Para surdos que preferem a legenda em português, basta acompanhar o conteúdo do postal", diz Bruna Burkert, especialista em acessibilidade cultural e uma das fundadoras da trupe Ciclistas Bonequeiros. "A janela em Libras é o recurso pensado para os surdos que não são alfabetizados em português ou que preferem o conteúdo na Língua Brasileira de Sinais", comenta.

"É comunicação arcaica, de um cartão postal, exaltada pela tecnologia", destaca Bruna.

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"Queremos estimular a leitura literária para as crianças trabalharem entonações vocais e a produção de texto", diz o ator e diretor Gustavo Guimarães, também um dos membros do grupo . "É um grande incentivo ao prazer pela leitura, desde cedo, enriquecendo o aprendizado de crianças e jovens, reunindo educação, literatura e tecnologia", explica.

Cada história tem dez cartões embalados em um Kamishibai, técnica artesanal milenar japonesa para exibição de imagens, que podem ser vendidos em livrarias, papelarias e bancas de jornal. "É o resgate da tradição dos postais, que praticamente desapareceu", afirma Guimarães.

O projeto tem poesias inéditas, de Edu Brisa e Gustavo Guimarães, além de xilogravuras de J. Borges, sobre o Nordeste e seus nove estados (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe).

"Um leitor atento é capaz de agir e compreender o mundo em que vive, desenvolvendo senso crítico e raciocínio. O projeto instiga a curiosidade e a busca pela novidade, para desenvolver a criatividade, a interação e o imaginário. A tecnologia integrada ao cotidiano, com tablets e smartphones, amplia o impacto de sucesso da 'Literatura Postal' no processo educacional", afirma Gustavo Guimarães.



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