Um vídeo publicado pelo youtuber Felca na última semana levantou uma discussão nacional sobre adultização, além de uma série de denúncias de exploração infantil.
De acordo com a Fundação Abrinq, voltada aos direitos das crianças e adolescentes, a adultização “se refere à exposição precoce de crianças a comportamentos, responsabilidades e expectativas que deveriam ser reservadas aos adultos”.
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Pensando nisso, elaboramos uma lista com 10 filmes, de documentários a comédias e animações, para ajudar a refletir de diferentes formas sobre o tema do momento.
Pequena Miss Sunshine (2006)

Em forma de comédia dramática, o filme faz uma crítica ao cruel universo de concursos de beleza infantis nos Estados Unidos. Além disso, mostra como a pequena Olive (Abigail Breslin) é protegida pela família Hoover e encara com um olhar de inocência uma série de disfunções dos adultos, entre elas a rebeldia do irmão adolescente, o vício do avô em pornografia e as tendências suicidas do tio. Vencedor de dois Oscar: melhor Roteiro Original e melhor Ator Coadjuvante para Alan Arkin (1934 - 2023), que interpretou o avô da menina. Onde assistir: Disney+ e Mercado Play (com anúncios)
Capitão Fantástico (2016)
O pai (Viggo Mortensen) cria seus filhos na floresta, isolados da sociedade, acreditando que está fazendo o melhor por eles. As crianças são extremamente inteligentes e cultivam habilidades de sobrevivência, mas quando precisam entrar em contato com o mundo exterior, o conflito entre a maturidade intelectual e a falta de maturidade social e emocional fica escancarado. Onde assistir: Prime Video
Preciosa - Uma História de Esperança (2009)

A protagonista é uma adolescente que, devido a uma vida de abusos, pobreza e gravidez precoce, precisa lutar para sobreviver e construir um futuro para si mesma e para seus filhos. É um retrato visceral da adultização por necessidade. O trabalho rendeu uma indicação ao Oscar para a atriz Gabourey Sidibe em seu papel de estreia. Onde assistir: Prime Video
Projeto Flórida (2017)
Moonee (Brooklynn Prince), é uma menina de 6 anos que vive em um motel de beira de estrada em Orlando com a sua mãe, Halley. O filme mostra a criança e seus amigos explorando o ambiente hostil e se divertindo, mas a diversão deles está diretamente ligada ao caos e à precariedade de suas vidas. Um retrato cru e direto de como a negligência pode roubar a infância de uma criança. Onde assistir: Claro Vídeo (aluguel por R$ 6,90)
Audrie & Daisy (2016)

O documentário conta a história real de duas adolescentes que foram vítimas de abuso sexual e, posteriormente, sofreram cyberbullying com os vídeos dos abusos espalhados pela internet. O filme explora o impacto devastador do abuso e a cultura do silêncio e da vitimização que muitas vezes o acompanha. Onde assistir: Netflix
Mundo Sem Porteira (2019)
O filme brasileiro é um curta-metragem de 27 minutos e traz um importante alerta contra a exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas brasileiras. O documentário é dirigido por Gisela Arantes e traz diversos depoimentos, dando voz aos caminhoneiros, às organizações para proteção, educadores, especialistas e líderes em Direitos Humanos, entre outros. Onde assistir: YouTube (completo)
Inocência Roubada (2018)

O filme francês gira em torno da história de Odette (Andréa Bescond), uma menina comum de 8 anos que adora dançar e desenhar, mas que é traumatizada após ser abusada sexualmente por um amigo dos pais dela. Ela encontra sua libertação na dança e só toma coragem para contar sobre o abuso anos depois, já adulta, em uma sessão terapia. A história é inspirada pelo drama real da atriz (leia mais aqui), que foi vítima de pedofilia por um amigo de sua família. Onde assistir: Reserva Imovision ou Looke
O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006)
Ambientado em 1970, durante a ditadura militar, o protagonista, Mauro, de 12 anos, é deixado pelos pais em São Paulo para “tirar férias”. Ele não entende a situação, e a sua espera o força a amadurecer rapidamente, lidando com a ausência e as incertezas de um contexto político e familiar complexo. Onde assistir: Netflix
A Vida é Bela (1997)

O filme que “roubou” o Oscar do Brasil em 1999 pode ser visto como uma poderosa reflexão sobre o oposto da adultização em uma das circunstâncias mais extremas e brutais da história. A trama mostra a tentativa desesperada do pai, Guido (Roberto Benigni), de criar uma realidade alternativa para proteger a infância do seu filho, Giosué (Giorgio Cantarini), dentro de um campo de concentração. Ele transforma o horror em um jogo elaborado, com regras, pontuação e prêmios. A morte e a violência são disfarçadas de desafios e tarefas, e o medo é transformado em parte da aventura. Onde assistir: Netflix
O Poderoso Chefinho (2017)

A animação é uma representação literal e exagerada da adultização. O personagem é, fisicamente, um bebê, mas mentalmente, um executivo adulto, com uma agenda, um cargo e responsabilidades. Ele representa o peso e a seriedade do mundo adulto que, muitas vezes, é imposto à infância. Onde assistir: Prime Video




