Colunistas do Estadão celebram jornal: '150 anos a serviço da verdade'
Estado de Festa, evento que celebra os 150 anos do Estadão, recebeu cerca de 1.100 convidados especiais no emblemático Teatro Cultura Artística. Crédito: TV Estadão
O cantor, músico e compositor Arnaldo Antunes foi a atração musical do Estado de Festa, evento que comemorou os 150 anos do Estadão na noite desta quarta-feira, 8.
A apresentação ocorreu no centro de São Paulo, no Teatro Cultura Artística, que está ligado ao DNA do Estadão - a Sociedade de Cultura Artística foi fundada dentro da redação do jornal, em 1912, por um grupo de intelectuais e jornalistas. O teatro chegou anos mais tarde, em 1950, pelo empenho de Dona Esther Mesquita, figura notável na vida artística da cidade.
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Antunes apresentou o show Novo Mundo, baseado em seu mais recente álbum, de mesmo nome, lançado em 2025. No trabalho, o artista volta à sua vocação roqueira.
A primeira canção da apresentação foi justamente Novo Mundo. A letra se alinha ao pensamento que o historiador Leandro Karnal, colunista do Estadão, expressou durante seu discurso na cerimônia do Estado de Festa. Os versos falam sobre narrativas construídas e algoritmos, desafios que o jornalismo profissional enfrenta. “Bem-vindo ao fim do mundo!”, declarou Antunes ao final da canção.
Em seguida, o cantor aponta um caminho: “O amor é a droga mais forte”. Para lembrar os tempos de Titãs, e dentro do coerente roteiro do show, Antunes cantou O Pulso.
“Uma alegria estar aqui nesta celebração de 150 anos do Estadão. Um século e meio não é pouca coisa”, disse Antunes, na primeira parada do show. Com a canção É Primeiro de Janeiro, ele convidou o público a buscar o novo, que, segundo ele, se faz a cada segundo. “Pisa forte e vai. Abre a porta e sai (...). Joga fora a roupa que não cabe mais”.

Em uma versão bem mais roqueira do que a consagrada, Já Sei Namorar, da era Tribalistas, empolgou o público. Sem Você, também do trio que Antunes formou com Marisa Monte e Carlinhos Brown, veio logo em seguida.
O show prosseguiu com duas das grandes canções de Novo Mundo, Viu, Mãe?, parceria póstuma com Erasmo Carlos, e Pra Não Falar Mal, que tem contribuição de Ana Frango Elétrico.

Na parte final do show, Antunes apresentou Socorro, de sua fase solo, música também gravada por Gal Costa e Cássia Eller, e Tanta Pressa Pra Quê?, da safra nova, além de Passe em Casa, parceria com Brown, Margareth Menezes e Marisa Monte.
Antunes se despediu do público que acompanhou o show no Cultura Artística com Comida, clássico do Titãs que fala da importância da arte e da cultura na vida de todos os cidadãos. Antes de deixar o palco, parabenizou mais uma vez aos 150 anos do Estadão.





