Justiça determina afastamento do presidente do BRB por negócio com o Banco Master

Paulo Henrique Costa também foi alvo de busca e apreensão em operação da PF; em nota, o executivo reitera ‘compromisso de cooperar integralmente com as autoridades’

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Foto do autor Aguirre Talento
Atualização:

Caso Banco Master: Um viva para a autonomia do BC

BC decretou liquidação do Banco Master e pôs fim a acordo com Fictor; Daniel Vorcaro foi preso pela PF. Crédito: Raquel Landim

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

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BRASÍLIA - A operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira, 18, para apurar crimes da gestão do Banco Master resultou também no afastamento do cargo do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Em nota, o executivo reitera “compromisso de cooperar integralmente com as autoridades e de disponibilizar todas as informações necessárias para o completo esclarecimento dos fatos” (leia a íntegra da nota mais abaixo).

Paulo Henrique Costa, presidente do BRB Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

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A ordem de afastamento foi proferida pela Justiça Federal de Brasília, que também autorizou o cumprimento de busca e apreensão contra o presidente do banco estatal do governo do Distrito Federal. Em nota, o BRB informa que atua regularmente e suas atividades seguem normalmente (leia mais abaixo).

Os investigadores chegaram a solicitar a prisão de Paulo Henrique, mas a Justiça não autorizou a medida.

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A PF apura suspeitas de crimes na operação de venda do banco Master para o BRB. De acordo com investigadores, o Master criou carteiras de crédito falsas e as vendeu para o banco público, sem garantias para o negócio.

Funcionário de carreira da Caixa Econômica Federal, Costa foi indicado para a Presidência do BRB no início do governo de Ibaneis Rocha (MDB) e com o aval do Centrão.

A PF deflagrou operação sobre o caso do Banco Master nesta terça-feira, 18. O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi detido quando tentava fugir ainda na noite de segunda.

O Banco Central também decretou a liquidação extrajudicial do Master, menos de um dia depois de o Grupo Fictor ter indicado o interesse em comprar a instituição (leia mais aqui).

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O que diz Paulo Henrique Costa

Leia a íntegra:

Diante dos acontecimentos desta terça-feira (18), que envolvem operações da Polícia Federal, venho a público manifestar que:

Toda investigação conduzida pelas autoridades competentes é legítima, necessária e positiva para o fortalecimento das instituições e para assegurar a transparência no sistema financeiro. É fundamental atuar com transparência e dentro da mais estrita legalidade em todas as esferas da administração pública.

Aquisições de carteiras são operações tradicionais do mercado financeiro. No caso do Banco Master, o BRB identificou, no primeiro quadrimestre, divergências documentais em parte das operações, comunicou o fato ao Banco Central do Brasil e promoveu, em sua grande maioria, a substituição dessas carteiras.

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Após a identificação dessas questões, a atuação do BRB consistiu na com revisão da documentação, reforço de controles e ajustes de processos, medidas adotadas para mitigar riscos e preservar a instituição.

Reitero meu compromisso de cooperar integralmente com as autoridades e de disponibilizar todas as informações necessárias para o completo esclarecimento dos fatos. Zelo pela transparência e pela legalidade em todas as minhas ações e confio que a apuração trará os devidos esclarecimentos.

O que diz o BRB

Em nota o BRB, diz que agiu dentro da legalidade. Veja a íntegra da manifestação do banco estatal:

O BRB reforça que sempre atuou em conformidade com as normas de compliance e transparência, prestando regularmente informações ao Ministério Público Federal e ao Banco Central do Brasil sobre todas as operações relacionadas ao Banco Master.

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O Banco informa, ainda, que nenhuma prisão foi realizada na manhã desta terça-feira. A decisão judicial que orienta a atuação da Polícia Federal nas dependências do Banco determina, exclusivamente, o afastamento temporário do presidente e do diretor financeiro pelo prazo de 60 dias.

A Instituição reafirma seu compromisso com a ética, a responsabilidade e a integridade na condução de suas atividades. O Banco segue operando normalmente, garantindo a continuidade integral dos serviços e preservando a segurança das operações, dos clientes, dos parceiros e de toda a sua estrutura operacional.