Fitch rebaixa rating do Digimais e vê risco real de falha ou default

Agência também retira todas as classificações do banco após avaliar insuficiência de informações para monitoramento

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Foto do autor Rariane Costa
Atualização:

A Operação Miragem parte para fazer buscas no Digimais

Crédito: Polícia Federal

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A Fitch Ratings rebaixou o rating do Banco Digimais e avaliou que a falha da instituição financeira ou um evento de default é uma possibilidade real.

O Rating Nacional de Longo Prazo foi reduzido para “CCC(bra)”, de “BB+(bra)”, enquanto o Rating Nacional de Curto Prazo caiu para “C(bra)”, de “B(bra)”. Com a decisão, divulgada na última segunda-feira, 22, a agência passou a enquadrar o Digimais em um patamar de maior risco de crédito, refletindo preocupações com a capacidade da instituição de cumprir suas obrigações financeiras.

Fachada do prédio na Rua Arizona, onde fica o banco Digimais. Foto: Felipe Rau/Estadão

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A Fitch também retirou todas as classificações atribuídas ao banco, alegando insuficiência de informações para manter o monitoramento adequado das notas.

Segundo a agência, as incertezas sobre o perfil financeiro do Digimais somadas à limitada disponibilidade de dados, comprometem a avaliação de aspectos como capital, liquidez e estratégia. A Fitch afirma ainda que a capacidade do banco de manter suas operações de forma independente é altamente sensível ao ambiente econômico.

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O banco passa por um contexto de reestruturação do modelo de negócios, pressão sobre resultados e disputa judicial envolvendo um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC). Mudanças recentes na governança, como a substituição do CEO e a destituição do conselho de administração, também são citadas como fatores que ampliam as incertezas.

Nesta terça-feira, 23, a Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem, que investiga supostas fraudes no Banco Digimais. A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 670 milhões contra investigados. A defesa não foi localizada.

A investigação aponta suspeita de uso de fundos de investimento para mascarar um suposto rombo bilionário. Entre os alvos de busca estão dirigentes do banco, como o bispo João Urbaneja, além de Thiago Urbaneja e outros executivos. O líder da Igreja Universal, Edir Macedo, não foi alvo de buscas por residir fora do Brasil. As defesas não foram localizadas.