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78% das empresas no Brasil dizem que investimentos públicos devem priorizar a educação, diz pesquisa

Levantamento da Deloitte ouviu mais de 400 companhias; 90% das respostas vieram do nível executivo das empresas

Por Letícia Naome (Broadcast)

Para 78% das empresas no Brasil, a educação deveria ser o principal foco de investimento do setor público, dentre 16 prioridades. Os dados são de uma pesquisa da Deloitte que contou com 411 companhias participantes, que juntas somaram uma receita R$ 10,9 trilhões em 2023.

Ronaldo Fragoso, líder de Ecossistemas e Alianças da Deloitte, explicou ao Broadcast que o sistema educacional não acompanhou “a rápida evolução das demandas do mercado de trabalho”, observando que as empresas acabam assumindo “um papel mais ativo na formação e qualificação de seus profissionais”.

Segundo pesquisa da Deloitte, empresas brasileiras acreditam que a educação deve ser prioridade para investimentos do setor público Foto: Freepik

O estudo aponta ainda que, em segundo lugar, para 73%, está redução de gastos e, em terceiro, citado por 51%, devem ser priorizadas políticas de promoção ao desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas. Em seguida, estão investimentos em saúde (50%), em segurança (48%), e políticas de promoção à indústria tecnológica (47%).

Escassez de profissionais qualificados

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Dos entrevistados, 55% acreditam que a contratação de profissionais qualificados é um dos maiores desafios de negócios em 2024, pois há uma escassez dessa mão de obra.

Ronaldo Fragoso destaca que isso ocorre por diversos motivos, como “a rápida evolução tecnológica, que demanda habilidades especializadas; falta de alinhamento entre educação e mercado de trabalho; falta de investimento em capacitação e desenvolvimento; desafios de retenção de profissionais; e escassez em áreas específicas, como tecnologia, saúde ou engenharia”.

Enquanto existe a necessidade de profissionais capacitados no curto e médio prazo, 91% dos empresários planejam “ampliar ou criar treinamentos para qualificação de seus profissionais”. Em paralelo, 89% destinará recursos para “qualificação tecnológica”. Desse valor, 63% querem direcionar investimentos para “áreas de negócios além das ligadas à tecnologia da informação”.

“A expectativa é de que esses investimentos melhorem a produtividade, inovação e vantagem competitiva, além de promover um ambiente de trabalho mais engajado”, avaliou Fragoso. “É necessário que esses investimentos sejam contínuos e estratégicos para acompanhar a rápida evolução tecnológica e das demandas do mercado”, acrescentou.

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Na pesquisa, 90% das respostas vieram do nível executivo das empresas e o período de coleta das informações foi de 26 de fevereiro a 25 de abril deste ano.

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