Milei repetiu o velho discurso do ‘nós contra eles’ para virar o jogo e vencer a eleição legislativa
No ‘Fala, Duquesa’, colunista comenta sobre a vitória de Milei que terá maioria na Câmara dos Deputados e poderá levar adiante sua agenda de reformas. Crédito: Edição: Jefferson Perleberg/Estadão
O risco soberano da Argentina caiu para seu nível mais baixo em sete anos, à medida que as mudanças de política pela administração do presidente Javier Milei deixaram a nação mais próxima de um retorno aos mercados internacionais de dívida.
O rendimento extra que os investidores exigem para manter a dívida soberana da Argentina em relação aos títulos do Tesouro dos EUA com vencimento semelhante caiu para menos de 559 pontos base na sexta-feira, de acordo com um índice do JPMorgan.

O spread (diferença entre o custo de um crédito para compra e para a venda), que agora está no nível mais baixo desde julho de 2018, quase foi reduzido pela metade desde as eleições de meio de mandato da Argentina, no final de outubro, quando o partido de Milei venceu por mais do que o esperado e mais do que dobrou suas cadeiras no Congresso.
Em paralelo, o Banco Central da Argentina (BCRA) comprou nesta segunda-feira, 5, dólares pela primeira vez em nove meses, adicionando cerca de US$ 21 milhões às suas reservas, segundo o jornal Ámbito Financiero.
Leia também
The Economist: Milei afrouxa controle cambial e dá primeiro passo para desvalorização maior do peso
Argentina anuncia volta ao mercado internacional de dívida com emissão de novo título em dólares
Argentina anuncia nova redução de impostos de exportação para grãos e subprodutos
Isso ocorreu devido ao início do programa de acumulação de reservas que a entidade havia anunciado desde 1º de janeiro deste ano.
O dólar oficial no varejo fechou a 1.445 pesos argentinos para compra e a 1.495 pesos para venda.




