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Banqueiro Maurício Quadrado compra o Digimais, banco de Edir Macedo

O objetivo é integrar a operação ao recém-criado grupo financeiro BlueBank, que já inclui corretora, gestora de recursos e o banco de atacado Letsbank

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Foto do autor Carlos Eduardo Valim
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O empresário e investidor Maurício Quadrado finalizou nesta terça-feira, 28, a compra do banco Digimais, que pertencia à família do bispo Edir Macedo, dono da emissora Record e fundador da Igreja Universal. O objetivo é integrar a operação ao recém-criado grupo financeiro BlueBank, que já inclui corretora, gestora de recursos e o banco de atacado Letsbank.

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O novo grupo se mudou na segunda-feira, 27, para o local que será a sua sede, no Edifício Birmann 32, conhecido como ‘prédio da Baleia’, localizado na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Todas as operações do grupo devem levar a marca Blue, incluindo o Digimais. Agora, a troca de donos do banco será levada a aprovação pelo Banco Central, que já avalia também a transformação do Letsbank em BlueBank.

O valor da transação não será revelado, mas Quadrado se comprometeu a injetar R$ 800 milhões para capitalizar o Digimais, que chegará a patrimônio líquido de R$ 2 bilhões.

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O novo grupo se mudou na segunda-feira, 27, para o local que será a sua sede, no Edifício Birmann 32, conhecido como ‘prédio da Baleia’, localizado na Avenida Faria Lima  Foto: Tiago Queiroz/Estadão

A compra surgiu como um negócio de oportunidade, uma vez que foi revelado no fim do ano passado que Macedo tinha colocado o banco à venda, com o interesse de sair do setor bancário. Ele havia comprado o Digimais da varejista Renner, que fundou a instituição. O banco tem caixa de R$ 2,7 bilhões.

O objetivo de Quadrado é utilizar o Digimais, que é especializado em operações de crédito consignado e financiamento de veículos, para atuar como o banco de varejo do grupo. Ele adiciona 100 mil clientes e possui ativos totais de R$ 9,1 bilhões. Também pode servir para a oferta de novos produtos, como seguros.

Já a operação que vem do Letsbank fica concentrada nas atividades de banco de atacado. A integração completa entre as duas operações não está nos planos de curto prazo.

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O Bluebank já surge com mais R$ 100 bilhões em administração, custódia e gestão, além de operações de fusões e aquisições, gestão de fortunas, trade finance, special situations e corretora de valores.

O BlueBank se mudou para a Faria Lima com cerca de 230 profissionais e, após a aprovação de compra do Digimais, poderá passar dos 600. O banco alugou três andares do prédio, o que permitirá receber toda a equipe.

Quadrado é um nome conhecido no mercado financeiro desde a década de 1990, quando, no Bradesco, cuidava as operações de mercado de capitais, e participou de importantes operações como a privatização da Vale e a abertura de capital da Aracruz, em Nova York. Depois, foi acionista da corretora Planner. Em 2021, tornou-se sócio do Banco Master, para estruturar a operação do banco de investimentos da instituição.

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Em setembro do ano passado, ele acertou a saída do Master, controlado por Daniel Vorcaro, numa cisão amigável, segundo as duas partes. Como parte do acordo, ele ficou com o Letsbank, e mantém as operações das gestoras Macam e MAM.

Ele também é dono da operação do Fasano Itaim, em São Paulo. Ele também é o banqueiro de confiança do empresário Nelson Tanure. Entre as operações recentes que Quadrado estruturou, estiveram as aquisições das empresas de energia Light e Emae, da universidade Ulbra e da operação brasileira do Dia Supermercados.

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