Camila Silveira, jornalista (dir.); Rita Carmona Leite, gerente de implementação do Itaú Educação e Trabalho, e João Lucas Oliveira Silva, ex-aluno do Sesi-SP (esq.). Foto: tiago queiroz
Foto: tiago queiroz

Projeto de vida na escola ajuda jovens a planejar o futuro

Terceiro episódio do podcast É Sobre Educação discute como o ambiente escolar pode transformar incertezas em escolhas conscientes, conectando juventude, propósito e trabalho

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Por Sesi-SP e Estadão Blue Studio
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No Brasil, mais de 10 milhões de jovens entre 15 e 29 anos não estudam nem trabalham, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse cenário alarmante é o ponto de partida do terceiro episódio do podcast É Sobre Educação, uma produção do Estadão Blue Studio em parceria com o Sesi-SP, que discute como a escola pode ser um lugar de virada — e não de desistência — para a juventude. Para falar sobre o assunto, o programa conta com a participação de Rita Carmona Leite, gerente de Implementação do Itaú Educação e Trabalho, e João Lucas Oliveira Silva, ex-aluno do Sesi-SP e estudante da Universidade Harvard.

Durante a conversa, Rita propõe uma mudança de olhar sobre esse grupo. “Chamamos de ‘nem-nem’, como se a responsabilidade fosse deles, mas talvez o termo correto seja ‘sem-sem’: sem oportunidade, sem apoio. A juventude precisa de mais que vontade, precisa de condições”, afirma.

Para ela, o novo Ensino Médio abre espaço importante para que os estudantes tracem percursos com maior autonomia, principalmente quando há opção por cursos técnicos integrados. “O projeto de vida, previsto na Base Nacional Comum Curricular, pode fazer a ponte entre escola, mercado e o que o jovem sonha para si”, diz.

Esse foi o caso de João Lucas Oliveira Silva, ex-aluno do Sesi-SP e hoje estudante da Universidade Harvard. Desde os 6 anos na rede, ele construiu uma trajetória marcada por robótica, simulações da Organização das Nações Unidas (ONU) e protagonismo estudantil. Ele faz parte do programa Passaporte para o Futuro, do Sesi-SP, que concede bolsa integral para que estudantes concluintes do Ensino Médio da instituição possam cursar uma graduação no exterior, em áreas de interesse da indústria nacional. “A escola foi o ambiente que cultivou minhas ideias. Mais do que notas, encontrei espaço para desenvolver projetos com impacto real”, relata.

João fundou a Overseas, maior delegação de simulações da ONU entre escolas Sesi de todo o País, e, a Unigrêmios, proposta que uniu estudantes de escolas públicas e privadas para ações sociais e virou projeto de lei em sua cidade. “Minha história é sobre incertezas, mas também sobre possibilidades. A educação pode abrir esse horizonte — desde que a escola abrace quem somos, com nossas dores e sonhos”, afirma.

No fim da conversa, os participantes fazem um convite potente de transformação coletiva. “A escola precisa olhar para a diversidade das juventudes e ajudá-las a exercer seu protagonismo. Mas toda a sociedade precisa assumir essa responsabilidade de qualificar a educação pública”, conclui Rita.