O que você precisa saber para tirar o máximo do seu potencial

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Networking não é colecionar contatos

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Por Paula Braga

Ao longo dos anos, fui percebendo como muita gente confunde o que é networking.

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Tem quem ache que ele depende de sorte, tem quem pense que basta ir a eventos, trocar cartões ou acumular conexões no LinkedIn e tem quem só se lembre dele quando está em busca de uma nova oportunidade.

Mas, na prática, networking raramente funciona dessa forma.

Uma das explicações que mais gosto para isso vem de um estudo do sociólogo Mark Granovetter, publicado em 1973, conhecido como A Força dos Laços Fracos.

A ideia é interessante porque quebra uma percepção muito comum: nem sempre são as pessoas mais próximas que abrem as portas mais importantes da nossa carreira.

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Muitas vezes, essas oportunidades chegam por meio de um ex-colega, de alguém que conhecemos em um curso, de uma pessoa com quem trabalhamos em um projeto há alguns anos.

Faz sentido quando pensamos que essas pessoas circulam por outros ambientes, conhecem outras realidades e têm acesso a informações diferentes das nossas.

E é curioso perceber como essa teoria continua atual.

Na prática, ela reforça algo que vejo com frequência nas conversas sobre carreira: networking não é colecionar contatos, é construir relações, manter a curiosidade pelo trabalho do outro e trocar ideias sem que exista um interesse imediato.

As relações que construímos ao longo da carreira têm um valor que vai muito além de uma indicação ou de uma oportunidade.

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Elas ampliam nossa visão, nos colocam em contato com pessoas diferentes e criam caminhos que dificilmente conseguiríamos construir sozinhos.

Quando uma oportunidade aparece, ela raramente começa naquele momento.

Na maioria das vezes, ela é consequência de conversas, trocas e conexões cultivadas ao longo do tempo.

É por isso que gosto tanto dessa teoria.

Ela traduz, com base na ciência, algo que observo com frequência nas conversas sobre carreira.

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As oportunidades não surgem apenas porque alguém estava no lugar certo.

Elas aparecem porque, em algum momento, houve uma relação construída com interesse genuíno, troca e confiança e isso leva tempo.

Opinião por Paula Braga