Cosan reverte prejuízo e lucra R$ 187 milhões no 2T26; dívida cai 47%

Resultado foi favorecido pela melhora financeira da holding, redução de despesas e menor gasto com impostos

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Foto do autor Júlia Pestana

“A corrupção não acaba, enquanto não tirar o governo da economia”, diz dono da Cosan

Para Rubens Ometto, se reforma da Previdência não for aprovada, crescimento do País fica comprometido em 2018. Crédito: TV Estadão

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A Cosan reverteu prejuízo e registrou lucro líquido de R$ 187 milhões no segundo trimestre de 2026, com R$ 507 milhões atribuídos a acionistas não controladores. A melhora foi impulsionada por menores despesas fiscais e financeiras. A receita líquida cresceu 3%, atingindo R$ 10,7 bilhões, e o Ebitda ajustado somou R$ 3,9 bilhões. A dívida líquida caiu 47%, para R$ 9,2 bilhões. No portfólio, a Rumo e a Compass apresentaram crescimento no lucro líquido, enquanto a Moove e a Radar enfrentaram desafios no Ebitda.

A Cosan (CSAN3) registrou lucro líquido consolidado de R$ 187 milhões no segundo trimestre de 2026, revertendo o prejuízo de R$ 568 milhões apurado em igual período do ano anterior.

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Do lucro consolidado, R$ 507 milhões foram atribuídos aos acionistas não controladores. Já a parcela atribuída aos controladores da Cosan ficou negativa em R$ 320 milhões, ante prejuízo de R$ 946 milhões um ano antes, uma melhora de 66%.

A melhora do resultado atribuído aos controladores, segundo a empresa, foi favorecida pela menor despesa com Imposto de Renda e Contribuição Social, pela melhora do resultado financeiro da holding, pela redução das despesas e pela ausência do reconhecimento contábil do resultado da Raízen (RAIZ4).

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Esses efeitos compensaram o impacto negativo de R$ 233 milhões relacionado à redução do valor contábil do Terminal de Uso Privado Porto São Luís. Sem esse efeito, o prejuízo atribuído aos controladores teria sido de R$ 167 milhões.

A receita líquida consolidada cresceu 3% na comparação anual, para R$ 10,7 bilhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 3,9 bilhões. Sem os ajustes, o Ebitda alcançou R$ 3,5 bilhões, avanço de 24% ante o segundo trimestre de 2025.

O resultado financeiro consolidado ficou negativo em R$ 1,852 bilhão, uma piora de 3% ante o saldo negativo de R$ 1,803 bilhão apurado um ano antes. Considerando apenas a holding, o resultado financeiro negativo melhorou em R$ 106 milhões, para R$ 552 milhões.

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Cosan (CSAN3) dá a volta por cima no segundo trimestre, mas resultado aos controladores segue negativo. Foto: Adobe Stock

A companhia atribuiu a melhora na holding principalmente ao aumento dos rendimentos de aplicações financeiras, diante do maior saldo médio de caixa. O desempenho também refletiu a estrutura de alienação e derivativos com ações da Rumo (RAIL3) e a entrada dos recursos da oferta de ações da Compass (PASS3).

Já a dívida líquida expandida encerrou junho em R$ 9,2 bilhões, queda de 47% ante o segundo trimestre de 2025 e de 20% em relação ao primeiro trimestre deste ano. A redução trimestral refletiu a entrada de recursos da oferta da Compass, que permitiu a liquidação antecipada de debêntures e notas comerciais.

Os investimentos consolidados cresceram 9% na comparação anual, para R$ 2,1 bilhões.

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Desempenho do portfólio

A Rumo registrou Ebitda ajustado de R$ 2,2 bilhões, recuo anual de 1%, enquanto o lucro líquido cresceu 56%, para R$ 520 milhões. O volume transportado avançou 9%.

Na Compass, o Ebitda aumentou 5%, para R$ 1,2 bilhão, apesar da queda de 1% no volume distribuído. O lucro líquido recuou 19%, para R$ 287 milhões.

A Moove teve alta de 24% na receita líquida, para R$ 2,7 bilhões, mas o Ebitda caiu 6%, para R$ 475 milhões. Já a Radar registrou Ebitda negativo de R$ 29 milhões, ante resultado positivo de R$ 134 milhões um ano antes, afetada pela reavaliação de terras e pela queda das receitas de arrendamento.

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