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O mercado de renda fixa começa esta sexta-feira (14) em um ambiente de cautela, com o petróleo em alta oscilação e os juros dos Treasuries, títulos do Tesouro americano, mostrando leve inclinação, enquanto as incertezas fiscais e eleitorais continuam pressionando o Tesouro Direto hoje.
Ao mesmo tempo, os dados recentes de inflação dos Estados Unidos reduziram a percepção de urgência para uma alta de juros pelo Federal Reserve, mantendo espaço para uma eventual redução da Selic no Brasil em setembro. Nesse contexto, as taxas dos títulos públicos seguem em patamares elevados no Tesouro Direto.
Os títulos negociados pelo Tesouro Direto mostram taxas próximas às observadas nos últimos dias, com os prefixados pagando acima de 14% ao ano e os papéis indexados à inflação oferecendo juros reais superiores a 7% ao ano. O movimento reflete a combinação entre a perspectiva de cortes futuros da Selic e a cautela com o cenário doméstico, principalmente diante das incertezas fiscais e da disputa eleitoral.
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Quanto pagam os títulos do Tesouro Direto hoje
Entre os títulos prefixados, o Tesouro Prefixado 2029 oferece rendimento de 14,25% ao ano, com preço unitário de R$ 730,89 e investimento mínimo de R$ 7,30. Já o Tesouro Prefixado 2032 paga 14,64% ao ano, com preço unitário de R$ 482,02 e investimento mínimo de R$ 4,82.
Nos títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 oferece IPCA + 8,12% ao ano. O papel tem preço unitário de R$ 2.977,71 e investimento mínimo de R$ 29,77.
Nos vencimentos mais longos, o Tesouro IPCA+ 2040 paga IPCA + 7,66% ao ano, com preço unitário de R$ 1.697,78 e investimento mínimo de R$ 16,97. O Tesouro IPCA+ 2050 oferece IPCA + 7,40% ao ano, com preço unitário de R$ 864,30 e investimento mínimo de R$ 8,64.
No exterior, os Treasuries perderam força nesta sexta-feira, com a taxa da T-note de dois anos em 4,115%, enquanto o dólar ampliou as perdas e o petróleo praticamente devolveu os ganhos da madrugada. No Brasil, a abertura do processo para aplicar a Lei de Reciprocidade contra os EUA se soma às preocupações fiscais e eleitorais.
A possibilidade de novo corte da Selic em setembro, após a taxa cair para 14% ao ano na semana passada, limita a pressão sobre os vencimentos mais curtos. Já os títulos longos seguem refletindo os riscos domésticos e externos. Nos EUA, CPI e PPI reduziram as apostas de alta dos juros no curto prazo.

*Com informações do Broadcast
