Rizzo: ‘Na cabeça do Ancelotti, o Endrick está no fim da fila’
Colunista do Estadão analisa possibilidade de escalação do atacante. Crédito: Estadão
Gerando resumo
A lesão de Raphinha abriu uma disputa por espaço no ataque da seleção brasileira, mas para a imprensa espanhola existe um nome que surge com força para assumir a vaga. Em análise publicada nesta terça-feira, 23, o jornal AS defendeu que chegou o momento de Endrick receber uma oportunidade entre os titulares de Carlo Ancelotti na Copa do Mundo.

O atacante do Barcelona sofreu uma lesão muscular na coxa direita e ficará fora do confronto contra a Escócia, além de ser dúvida para os compromissos seguintes do mata-mata. Diante desse cenário, o periódico espanhol avaliou que o jovem revelado pelo Palmeiras reúne características capazes de suprir a ausência do camisa 11.
Sob o título “A hora de Endrick”, o AS argumenta que a estratégia da comissão técnica e da CBF era introduzir o atacante gradualmente na competição, sem acelerar seu processo de adaptação. No entanto, a lesão de Raphinha teria antecipado esse plano.
“A ideia da CBF era proteger o jogador de Taguatinga. Eles não queriam desgastá-lo prematuramente, mas sim permitir que ele evoluísse gradualmente e esperasse o momento certo. E esse momento chegou”, escreveu o jornal.
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A publicação também destacou a participação de Endrick na vitória sobre o Haiti. Mesmo entrando apenas no segundo tempo, o atacante foi bastante celebrado pelos torcedores presentes no estádio e chegou a balançar as redes, mas teve o gol anulado por impedimento. Para o veículo, o jovem mostrou justamente uma característica que a seleção ainda busca na competição: capacidade de definição.
“Ele é ambicioso, tem garra e faro de gol — esta última uma qualidade que falta à seleção”, avaliou o periódico.
Outro ponto levantado pelo AS é a versatilidade do atacante. Embora Matheus Cunha e Igor Thiago sejam considerados opções mais naturais para atuar como centroavantes, Endrick teria a vantagem de poder ocupar diferentes posições no setor ofensivo, inclusive exercendo funções semelhantes às de Raphinha.
A análise lembra ainda que o brasileiro passou boa parte da última temporada atuando aberto pelo lado direito do ataque, experiência que ampliou seu repertório tático. Segundo o jornal, além dos gols, ele oferece mobilidade, capacidade de associação e boa conexão com os companheiros.
Apesar do entusiasmo em torno do atacante, a concorrência segue aberta. Gabriel Martinelli, Rayan e Neymar também aparecem como alternativas para Carlo Ancelotti reorganizar o setor ofensivo. O próprio treinador já elogiou publicamente o potencial de Endrick, mas reforçou a necessidade de paciência em seu desenvolvimento.
“Endrick tem um talento absurdo. Ele é extraordinário. Mas ele precisa ser paciente. Ele é, e sua família também”, afirmou Ancelotti recentemente.
O Brasil volta a campo nesta quarta-feira, 24, diante da Escócia, em confronto decisivo para a definição da liderança do Grupo C. Com Raphinha fora, a expectativa gira em torno de quem receberá a missão de ocupar uma das vagas no ataque da seleção.




