Abel reconhece superioridade do Flamengo e diz que faltou ‘coragem e ousadia’ ao Palmeiras

Treinador admite jogo ruim do time palmeirense e credita derrota à falta de experiência do elenco em comparação ao rival

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Foto do autor Rodrigo Sampaio
Atualização:

Veja imagens do título do Flamengo na final da Libertadores de 2025

Crédito: Luis Acosta, Ernesto Benavides e Connie France/AFP

O técnico Abel Ferreira reconheceu que o Palmeiras não conseguir fazer uma boa apresentação na final da Libertadores diante do Flamengo, neste sábado, em Lima, no Peru. O time rubro-negro venceu por 1 a 0 e se tornou o primeiro clube brasileiro a vencer quatro vezes a competição da Conmebol. Para o treinador palmeirense, a derrota pode ser explicada pela falta de experiência do elenco em comparação ao rival.

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“Não vou justificar muito. Vou apenas dizer que nosso adversário foi melhor, mais experiente, soube lidar com esse momento de tensão que é uma final. Hoje a experiência ganhou à irreverência e foram melhores. Apesar de o jogo ter decidido no detalhe, nosso adversário foi melhor do que o Palmeiras”, iniciou.

“Vou ser sincero. Apesar de termos uma equipe jovem, nos faltou um ‘cadinho’ de coragem e ousadia”, completou.

Abel Ferreira reconheceu jogo ruim do Palmeiras em derrota para o Flamengo na final da Libertadores.  Foto: Ernesto Benavides AFP

Abel voltou a bater na tecla da experiência do elenco rubro-negro ao comentar o momento em foi consolar Vitor Roque após o apito final. “Acho que são equipes que estão em momentos diferentes. O Palmeiras está com uma equipe em crescimento. O Flamengo está com uma equipe muito madura. Entendo todas as críticas por não conseguirmos fazer o jogo que queríamos. Fica a experiência de uma equipe que foi construída ao longo do ano. Esses últimos dois meses foram muito duros para nós”

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Após reclamar com a arbitragem no primeiro tempo, o treinador do Palmeiras evitou comentar o lance polêmico envolvendo Pulgar em Bruno Fuchs, em que os jogadores do time alviverde pediram cartão vermelho, de maneira enfática. Contudo, ironizou a decisão do árbitro Dario Herrera em não expulsar o flamenguista.

“Esta é uma equipe (Flamengo) muito agressiva, vocês viram como vão nos duelos. Pegou muito forte. Alguns até forte demais. Acho que o árbitro foi muito simpático, não quis estragar a final”, começou.

“Há um lance que é extremamente duvidoso no 1º tempo, pode mudar o decorrer do jogo, mas o árbitro entendeu não dar o vermelho. Mas, enfim, vou procurar abster-me de falar da arbitragem, as imagens estão aí. É uma equipe bem treinada, muito agressiva, agressiva até demais. E pronto, o árbitro foi simpático neste lance na minha opinião.”

Com o Brasileirão em risco, o treinador também rebateu críticas pelo momento ruim do time na reta final da temporada. “No futebol ninguém perde sozinho. Felizmente a cultura do clube que sou treinador é muito diferente. Ou o Zubeldía agora é muito bom e era muito ruim? Eu não só avaliado só pelos resultados. Porque se fosse avaliado só pelo resultado de hoje teria de ir embora”, disse.

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“Quem está dentro do clube avalia os resultados, os processos, inovação, construção do elenco, venda de jogadores, conquista de títulos. É um somatório. Senão quando eu tivesse perdido teriam de trocar o treinador ou quando tive a oportunidade de sair teria saído”, finalizou.

Vice-campeão da Libertadores, o Palmeiras retorna ao Brasil para as duas rodadas finais do Brasileirão. Na quarta, encara o Atlético-MG, em Belo Horizonte, precisando vencer e torcer para uma derrota do Flamengo, que pega o Ceará, no Maracanã, para seguir com chances de título.