Jorge Jesus, segundo maior técnico estrangeiro do Brasil, conquistou o País e a América em 13 meses

Português teve mais títulos do que derrotas em sua breve passagem pelo Flamengo; ‘Estadão’ elege maiores treinadores estrangeiros do futebol brasileiro

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Foto do author Murillo César Alves
Atualização:

Atualmente na Arábia Saudita, Jorge Jesus sempre tem seu nome lembrado no Flamengo e no Brasil quando um cargo de técnico se mostra vago. Em apenas 13 meses no Brasil, o português fincou seu nome na história do futebol brasileiro, com feitos que dificilmente serão superados pelos próximos anos. Dentre eles, o número de títulos nesse período, superior ao número de derrotas que teve ao longo de seu período no País.

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Dos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, sete tem um estrangeiro no comando técnico. O sucesso de nomes como Abel Ferreira e Jorge Jesus nos últimos anos fez com que as equipes optassem por nomes internacionais para comandar os elencos. É o caso do Corinthians, que apostou em António Oliveira e Ramón Díaz nesta temporada, e do São Paulo, que contratou Luis Zubeldía após a demissão de Thiago Carpini.

Desde Charlie Williams, em 1911, 49 treinadores estrangeiros conquistaram ao menos um título de primeiro escalão no futebol brasileiro (Estadual, Regional, Nacional ou Internacional). O Estadão levantou as principais conquistas de cada um destes nomes para elencar os cinco maiores e melhores comandantes estrangeiros que passaram pelo País desde o século 20, no início do futebol no continente.

Jorge Jesus, técnico do Flamengo, é nascido em Amadora Foto: Marcelo Cortes/Flamengo

Jesus nasceu em Amadora, em Portugal, e começou sua carreira como jogador na década de 1970, no Sporting – trajeto semelhante do compatriota Abel Ferreira. Depois de trabalhos bem sucedidos no país, chegou ao Brasil em 2019, em um momento que o Flamengo havia acabado de conquistar o Campeonato Carioca, mas buscava um nome para substituir Abel Braga.

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Marcos Braz e Rodolfo Landim viajaram à Europa, com uma delegação rubro-negra, para selar a contratação do “Mister”, como ficou conhecido durante passagem pelo País. Mesmo sem ter completado uma temporada sequer no Brasil, trabalho apenas entre 2019 e 2020, marcou o futebol brasileiro com a forma que transformou o futebol do Flamengo.

Com Gabigol, Bruno Henrique e Éverton Ribeiro, Jesus levou o Flamengo à primeira Libertadores desde 2019, à conquista do Campeonato Brasileiro – com recorde de pontos (90) no formato atual, com 20 clubes – e ao vice-campeonato no Mundial de Clubes contra o Liverpool. Também conquistou Recopa Sul-Americana, Supercopa do Brasil e Campeonato Carioca em sua passagem pelo Brasil.

Jorge Jesus comanda o Al-Hilal, da Arábia Saudita. Foto: Fayez Nureldine/ AFP

Foram 58 partidas à frente do Flamengo, com um aproveitamento superior a 81%, em pouco mais de 13 meses de trabalho. Deixou o Brasil no contexto da pandemia da Covid-19, em 2020, para assumir o comando do Benfica, em Portugal. Hoje no Al-Hilal, seu nome continua sendo lembrado na Gávea, quando o clube troca de comando técnico.

Nesse período, perdeu apenas quatro vezes, número que é inferior às cinco conquistas que teve em sua passagem pelo Brasil. Destaca-se que, pela primeira desde 1963, um clube brasileiro conquistou o campeonato nacional e a Libertadores no mesmo ano. O último havia sido o Santos de Pelé.

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“Só gosto de trabalhar em clubes que ganhem títulos. Eu nunca fui para a Inglaterra porque não tive convites de times de ponta. Mas a seleção brasileira é diferente. É uma ambição, não nego”, afirmou o treinador português nesta semana. Na visão dos torcedores rubro-negros consultados na pesquisa “Pulso do Torcedor”, feita pela Atlas Intel em parceria com o Estadão, o comandante é o maior técnico da história do clube

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