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Velejadores relatam diarreia após treinarem no Rio para a Olimpíada

Estrangeiros admitem que não podem provar que problema foi a poluição das águas da baía. Mas alerta que a água está 'imunda'

Por Jamil Chade e Correspondente
Atualização:

 GENEBRA - Faltando pouco mais de um ano e meio para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, velejadores estrangeiros alertam para a poluição na águas que serão usadas para as modalidades olímpicas e contam que chegam a desinfetar as mãos depois de velejar. Vários deles que treinaram nas últimas semanas no Rio tiveram diarreia e febre, ainda que admitam que não há como provar que foi por conta da água. 

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Em declarações à agência pública suíça - Swissinfo -, atletas que estarão nos Jogos de 2016 contam que temem pela poluição. "A qualidade da água é muito ruim. Ela tem muitos detritos e peixes mortos. Eu tenho um pouco de medo de velejar nesta água suja e sofrer com sérios problemasde saúde", disse Yannick Braulic, um dos velejadores suíços.

Braulic contou à Swissinfo que sofreu com a febre e a diarreia por alguns dias durante as duas semanas de treinos no Brasil. "E não aconteceu somente comigo, outros velejadores de outros países também ficaram mal", disse.

Atletasestrangeiros alertam para a poluição na águas que serão usadas para as modalidades olímpicas Foto: Fábio Motta/Estadão-19/04/2013

Ele deixa claro que não há como provar que foi a água. Mas indicou que está tomando medidas de prevenção. "Não sei se foi culpa da água. Tentamos não bebê-la, desinfetamos sempre as mãos depois de velejar e tomamos muitas vitaminas", conta ele.

"A situação piorou. Sinto falta dos lagos limpos de casa", disse Romuald Hasser, outro membro da equipe suíça.

"A água está imunda. Não é a ideal, sem dúvida. Este é um problema sério. Mas é um problema para todos aqui. E já é muito difícil navegar aqui com as correntes e os ventos, muito complicado" disse o suíço Matias Bühler, da classe Narra.

Na Europa, a situação da poluição no Rio de Janeiro chamou a atenção quando técnicos da Fiocruz apontaram numa análise de rotina da água da baía a existência da "superbactéria" KPC. Normalmente encontrada em lixo hospitalar, ela poderia gerar sérios problemas gastrointestinais e pulmonares.Mas as autoridades alertaram que a bactéria não sobreviveria ao sal e sol e, portanto, o risco de contaminação era baixo. 

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