O mundo da bola e o futebol pelo mundo

O mundo da bola e o futebol pelo mundo

A gente não sabe interpretar a polêmica regra da mão na bola/bola na mão

Brasileiro é criativo em campo até para apitar um jogo

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Foto do autor Mauro  Beting

Mauro Beting: 'Eu trocaria 7 nomes da boa convocação de Ancelotti e gostaria de ver Neymar'

Técnico fez mais uma boa convocação da seleção brasileira. Kaio Jorge, do Cruzeiro, e Estêvão, do Chelsea, estão entre os escolhidos.

Eu não marcaria pênalti para o Grêmio contra o Flamengo.

É infração se um jogador deliberadamente toca a bola com a mão/braço, por exemplo, movendo mão ou braço em direção à bola.

(Para mim, Ayrton Lucas não apenas não quer deixar a bola tocar no braço; ele ainda tenta o tirar da trajetória da bola, mas não consegue, pela velocidade e proximidade da ação).

Tiago Volpi empatou o jogo de pênalti graças a pênalti marcado em lance com Ayrton Lucas, do Flamengo. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

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Outra possibilidade para a marcação do pênalti seria se o lateral rubro-negro quisesse ampliar a área corporal, deixando o corpo “antinaturalmente maior”. Também não foi o caso - na minha interpretação.

Pelo texto da regra 12, deixar o corpo “antinaturalmente maior” seria uma consequência de um movimento da mão/braço que não é normal para aquele tipo de ação. Se a mão não estiver numa posição “natural”, o atleta corre o risco de, se a bola atingir a mão/braço, a infração ser marcada.

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Tudo isso colocado, eu não marcaria o pênalti para o Grêmio.

Não é antinatural correr com o braço aberto; antinatural é correr com o braço colado ao corpo como Playmobil ou boneco de Olinda.

Problema no Brasil é que em vários lances como esse são anotadas infrações que só a nossa interpretação de pelada marca falta.

No dérbi paulistano, a bola bateu no braço esquerdo de André Ramalho depois de Gustavo Gómez não alcançar um cruzamento da esquerda. Lance muito rápido que o zagueiro corintiano também errou ao furar a cabeçada. Não houve tempo hábil de ele ter a intenção deliberada de interceptar a bola com a mão, e nem o braço do corintiano estava em posição antinatural.

Reiterando: não há na regra “mão/braço colado ao corpo” como se quer interpretar no Brasil para determinar se houve ou não uma infração. Apenas se interpreta se a mão/braço está em movimento antinatural.

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Só isso. Ou tudo disso.

Opinião por Mauro Beting

Comentarista SBT, TNT, Xsports, N Sports e BandNews FM. Escritor e documentarista. Curador do Museu Pelé e do Museu da Seleção Brasileira.