Veja imagens da festa do Flamengo campeão da Libertadores nas ruas do Rio de Janeiro
Clube rubro-negro comemorou o tetra no centro da cidade. Crédito: AFP
O Flamengo ainda não havia conquistado o maior país da América do Sul (onde desde o último sábado é o primeiro e maior campeão de Libertadores), mas já parecia o favorito a conquista do Brasileiro de 1980. Com Zico no comando, Coutinho no banco, Nunes fazendo gols em final mais do que polêmica contra o ótimo Atlético-MG.
Em 1982, depois do show de três canecos em 21 dias no final de 1981, com o melhor time que vi neste país (desde 1972), também deu a lógica contra o cascudo (e então campeão nacional) Grêmio.

O bi-tri, em 1983, foi mais suado do que parece os 3 a 0 contra o Santos, com o maior público da história das finais brasileiras.
Em 1987, o Flamengo de Renato e Zico e Bebeto atropelou no final, de novo contra um grande Atlético-MG na semi, e um competitivo Inter, na polêmica Copa União.
Em 1992, o Flamengo parecia eliminado no quadrangular semifinal. Passou. Não parecia favorito contra o Botafogo. E deu show no primeiro jogo que encaminhou mais um caneco, sob o comando do maestro Júnior.
Em 2009, a Flamidía cornetava o time dizendo que lutaria para não cair. E acabou de novo chegando voando, com Petkovic e Adriano se superando na última rodada campeã. Hexa de fato. Mas não de direito pelas derrotas para o Sport nos bastidores e tribunais onde a soberba dos cartolas cariocas perdeu os direitos adquiridos.
Em 2019, o começo com Abel Braga não foi bom. Terminaria com Jorge Jesus montando o melhor campeão deste século. Também na Libertadores.
Em 2020, mais um bi, com celebração no Morumbi depois de derrota, e do impedimento de Edenilson, no Beira-Rio, por centímetros. Rogério Ceni deu jeito no time que Domènec não conseguiu montar.
Em 2025, o Flamengo foi Samuel Lino. Como na vitória campeã antecipada uma rodada antes, contra o Ceará no Maracanã, em festa dupla. Com gol do atacante que parece o retrato da equipe de Filipe Luís.
Começou muito bem e favorito, também pelo nível de investimento. Chegou voando. Mas caiu de produção, e foi criticado mais do que deveria. Só não perdeu a posição e o respeito pelos méritos, consistência e paciência do seu comandante, Filipe Luis, que comandou um grande multicampeão. Como ele, insistindo em chamar o Samu que foi remédio.
Deu a lógica no Brasileiro. O melhor elenco e time, a maior receita, e o melhor trabalho de técnico em 2025, e de direção técnica e campo e fora dele, foi devidamente reconhecido e recompensado.
Pode se discutir algumas das decisões e atuações. Algumas das arbitragens - contra e a favor. Mas não a qualidade do grande campeão.






