O mundo da bola e o futebol pelo mundo

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Fluminense vai de mais a menos no Mundial de Clubes e precisa repetir atuação de estreia para sonhar

Equipe das Laranjeiras passa para as oitavas de final na segunda posição do Grupo F, como se esperava desde o sorteio; para ir às quartas, terá de ser resiliente defensivamente e se superar

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Foto do autor Mauro  Beting
Atualização:

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Protocolo usado nos Estados Unidos prevê interrupções por mau tempo, mesmo quando não há chuva, diferente do que é visto no Brasil.

Há 30 anos, aos 42 minutos do segundo tempo no Maracanã, Fla-Flu empatado por 2 a 2, o ex-rubro-negro Ailton cortou pela direita e bateu de canhota a bola que explodiu na barriga de outro ex-Flamengo Renato Portaluppi, e deu o Campeonato Carioca de 1995 ao Fluminense de Joel Santana.

Renato Gaúcho e jogadores do Fluminense agradecem apoio da torcida tricolor em Miami. Foto: Marta Lavandier/AP

Trinta anos depois, Renato não está mais em campo. Mas empurrou com a barriga pouco saliente o time das Laranjeiras ao mata-mata do Mundial de Clubes. O Fluminense não fez bom jogo contra o inspirador Mamelodi Sundowns da África do Sul. Não acertou a meta rival. Mandou uma bola na trave com Cano na segunda etapa, teve bons momentos com Nonato e Arias (o melhor jogador que vi até agora no Mundial) no primeiro tempo, mas só.

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Fato que o rival também teve três grandes lances para três grandes defesas de Fábio até oito minutos - e mais nada de contundente. Só que o Mamelodi foi melhor. Não só por precisar da vitória que daria classificação que não seria surpresa pelo que jogou no Mundial. Mas pelo Fluminense esquecer o ataque, marcar pouco no meio, e só ser eficiente como Ignacio e Fábio lá atrás. De onde pouco saiu o Fluminense. Atrás do sofá onde ficou seu torcedor nervoso por um daqueles jogos que parecem durar 30 anos. O tempo que tem da barrigada de Renato para a história.

O time tricolor passou em segundo como se esperava desde o sorteio. Foi de mais a menos no torneio. Mas pode sonhar com algo mais se repetir a atuação da estreia contra o Dortmund. Se conseguir se superar como na vitória sofrida demais contra o Ulsan. Se for resiliente defensivamente - mesmo sem Thiago Silva – como no jogo de hoje.

O futebol brasileiro passou 100%. Com dois líderes de grupos. Com Flamengo, Botafogo e Fluminense jogando mais do que o planejado. Com o Palmeiras, menos. Mas todos muito vivos. Ninguém eliminado de véspera.

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Opinião por Mauro Beting

Comentarista SBT, TNT, Xsports, N Sports e BandNews FM. Escritor e documentarista. Curador do Museu Pelé e do Museu da Seleção Brasileira.