São Marcos levou o Palmeiras ao Japão, em 1999, e, numa raríssima falha, em atuação histórica do fraco Bosnich do outro lado da meta, o Manchester United ganhou do Palmeiras - que ainda foi prejudicado pela arbitragem no Mundial.
Weverton só não é mais goleiro do que Marcão, Leão e Oberdan em 110 anos da academia palestrina de goleiros. Muito de tudo que o clube tem conquistado desde 2018 passa pelas mãos seguras dele. Como passou pelo braço dele o cruzamento de Gusto que desviou em Giay e, para o excelente nível de Weverton, o tempo de reação no segundo gol do Chelsea não foi o ideal. E o usual.

O Chelsea que foi bem melhor no primeiro tempo e mereceu a classificação contra um Palmeiras que só jogou parte do que sabe e do que pode no segundo tempo. Como em toda a Copa podia o time de Abel ter jogado mais.
Abel apostou no que dava para fazer atrás, sem os suspensos Gómez e Piquerez, e o lesionado Murilo; com Bruno Fuchs, Micael e Vanderlan um pouquinho mais preso, e Giay pela direita.
Na frente da zaga, Emiliano Martínez e Richard Ríos, Allan fazendo uma espécie de ala pela direita, Facundo tentando ajudar, Estêvão com liberdade para cair pela direita e por dentro, com Vitor Roque na frente. Mas o Palmeiras errou muitos passes, foi encaixotado pela boa marcação do Chelsea - ainda que sem Caicedo, um dos seus melhores jogadores (suspenso), e sem Reece James, que sentiu antes do jogo e foi substituído por Andrey Santos.
Mas essa substituição não tirou o time inglês do foco e do melhor futebol. Inclusive de Cole Palmer, que não fazia um campeonato à altura, até fazer um belo gol a 15min40s do primeiro tempo. E mais poderia ter feito o Chelsea, aproveitando os erros defensivos do Palmeiras, o nervosismo da equipe do Abel, e a boa atuação coletiva da equipe inglesa. O Chelsea teve pelo menos quatro oportunidades e o Palmeiras apenas uma chegada perigosa numa cabeçada de Vanderlan, aos 42, e só.
Vitor Roque afoito e muito isolado. Estêvão jogando bem, mas sem a companhia de Facundo e de outros jogadores de criação. Algo que Abel teria que corrigir no intervalo. Já pensando em Maurício, possivelmente no lugar de Facundo, e certamente quando pudesse jogar a partir de quinze minutos, ou até antes, Paulinho.
O palmeirense não mexeu na equipe. Mas nos ânimos. O Chelsea recuou. E o Palmeiras voltou melhor, com a torcida mantendo o pique e o mantra do time da virada e do amor. E assim foi no golaço de perna direita de Estêvão, igualando o placar e o desempenho.
A partida ficou lá e cá. Mais aberta e de pouco controle. Abel foi mexendo o time e colocando mais gente. As mudanças foram boas e necessárias, como Paulinho e Maurício. Mas a falta de sorte e a maior competência do Chelsea fizeram a diferença, aos 37min15, com o gol que classificou o Chelsea.
Merecidamente.






