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Manifestantes se reúnem em protesto contra os Jogos na região do Maracanã

Cerca de 200 pessoas marcaram presença pare reclamar do 'legado olímpico'

Por Roberta Pennafort
Atualização:

O protesto contra a Olimpíada realizado na Tijuca, zona norte do Rio, na tarde desta sexta-feira, chegou a um impasse. Os manifestantes saíram da Praça Saens Peña com a intenção de chegar à Praça Afonso Pena, 2,5 km adiante. Depois de andar poucos metros, foram barrados por dezenas de policiais militares que o impedem de prosseguir. Os PMs fizeram barreira física e, mais à frente, está uma barreira de cavalos da polícia montada.

O identificado pelo bloqueio, identificado como Major Varela, informou que recebeu orientação de superiores para não deixar o ato seguir seu trajeto inicial. A manifestação é contra os gastos públicos com os Jogos Olímpicos e também as remoções de moradores de comunidades por conta das obras que precederam o evento. A concentração começou às 14 horas e, por volta, das 15h30 os manifestantes começaram a caminhar pela Rua Conde de Bonfim, que teve o trânsito interrompido. Eles também mostram bandeiras contrárias ao presidente em exercício Michel Temer. A PM não informou estimativa de participantes, tampouco organizadores, que se identificam como integrantes do Jogos da Exclusão. 

Protesto aconteceu de forma pacífica antes da cerimônia de abertura Foto: Roberta Pennafort/Estadão

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A intenção era chegar o mais perto possível do Estádio do Maracanã, onde será realizada a partir das 20h a cerimônia de abertura da Olimpíada. Com a interdição das ruas da região, eles decidiram ficar na Praça Afonso Pena, 3 km distante do estádio. Nesse momento, o trânsito está sendo liberado à força pela PM, mas manifestantes continuam na rua. "Deixa passar a revolta popular", gritam.

O ato foi convocado pela Plenária dos Jogos da Exclusão, que reúne cerca de cem organizações entre ONGs, sindicatos, associações de moradores de favelas, entre outras. Dentre as bandeiras dos manifestantes está o "Fora, Temer". "Estamos sintonizados com o movimento Fora Temer, mas Eduardo Paes (prefeito do Rio) tem de estar no centro da crítica", afirmou Santos Júnior.

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