Chefe da Otan chama Trump de ‘papai’ que lidou com ‘crianças brigando’ em guerra entre Israel e Irã
Secretário-geral da Otan arquitetou a cúpula ao redor de Trump e elogiou muito o presidente americano durante o evento. Crédito: Agency Pool/AFP
HAIA -O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, não poupou elogios ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula da aliança militar, em Haia, na Holanda, mas inovou nesta quarta-feira, 25, ao se referir ao republicano como “papai“ que lida com crianças briguentas, ao tratar da guerra entre Israel e Irã.
As câmeras flagraram Trump e Rutte conversando animadamente, quando o chefe do Executivo americano comentava que Israel e Irã se comportavam como “duas crianças no pátio de uma escola”.
Nesse momento, Rutte comentou que “há momentos em que o papai tem que usar uma linguagem mais dura".

O secretário-geral se referia à palavra de baixo calão usada por Trump para se referir ao cessar-fogo entre Tel-Aviv e Teerã. Antes de viajar a Haia, o presidente americano reclamou do fato de os dois países terem se atacado durante a trégua. “Eles não sabem que p... estão fazendo”, declarou o republicano.
Elogios a Trump
Durante a cúpula da Otan, o tom elogioso usado por Rutte em relação a Trump - a quem chamou várias vezes de “querido Donald” - provocou surpresa. Rutte defendeu o tom de seus elogios constantes ao presidente americano, a quem chamou de “bom amigo”.
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O ex-primeiro-ministro da Holanda afirmou que Trump “merece todos os elogios” por tomar uma “ação decisiva” contra o Irã e pressionar os aliados da Otan a aumentar de forma drástica seus gastos militares.
Os países da Otan aprovaram um aumento na meta de gastos em defesa para 5% do PIB de cada país no encerramento da cúpula da aliança.
Em um breve comunicado de cinco parágrafos marcando o fim da cúpula, os países membros da Otan disseram que a nova meta de gastos se deve à necessidade de defesa imposta pela ameaça de longo prazo representada pela Rússia, além da ameaça persistente do terrorismo.
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Cúpula
A cúpula da aliança militar foi arquitetada para agradar Trump. O principal objetivo era a aprovação da nova meta de gastos e o evento foi reduzido em número de reuniões e dias.
O presidente americano viajou a Haia para receber o crédito pela nova meta de 5%. Em seu primeiro mandato, o republicano balançou o status quo da aliança e ameaçou retirar Washington da Otan se os outros membros não gastassem mais com defesa.
Durante a campanha presidencial de 2024, Trump elevou o tom e disse que poderia deixar a Rússia fazer “o que quiser” com qualquer país da Otan que não aumentasse os seus gastos em defesa.

O resultado da reunião de líderes agradou Trump. “Foi uma cúpula tremenda, e eu gostei muito”, disse o presidente americano./com AFP




