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Trump demite filho de assessor por espalhar notícias falsas

Notícia postada no Twitter por Michael G. Flynn, relacionando pizzaria e campanha de Hillary a rede de pornografia infantil, levou a fazer disparos dentro de restaurante em Washington

Por Redação Internacional
Atualização:

WASHINGTON - O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, demitiu nesta terça-feira um dos membros de sua equipe de transição, Michael G. Flynn, filho do designado assessor de Segurança Nacional, por usar o Twitter para espalhar uma falsa história sobre Hillary Clinton que no fim de semana levou a um confronto armado em uma pizzaria de Washington.

O distúrbio causado pelo tuíte de Flynn põe em destaque as opiniões que ele e seu pai, o general Michael T. Flynn, divulgaram na rede social durante a campanha. Os dois homens espalharam notícias falsas alegando que Hillary cometeu crimes e também postaram no Twitter mensagens islamofóbicas.

General Michael T. Flynn (C), escolhido como assessor de Segurança Nacional por Trump, e seu filho  Michael (E)?. ( Foto: Sam Hodgson/The New York Times)

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Suas reflexões nas redes sociais receberam pouca atenção de Trump ou de seu equipe de transição antes de um homem da Carolina do Norte disparar um fuzil dentro do restaurante Comet Ping Pong, em razão de uma falsa história ligando o restaurante e a campanha de Hillary a uma rede de tráfico e pornografia infantil.

Horas após o incidente, Flynn, de 33 anos, disse no Twitter que, até que provem que o "pizzagate" é falso, continua sendo verdadeiro.

Na manhã de ontem, após o tuíte ter chamado atenção nacional e ser divulgado que Flynn tinha um endereço de e-mail na equipe de transição, o vice-presidente eleito Mike Pence negou que Flynn tenha trabalhado para a equipe de transição, dizendo ao programa da MSNBC Morning Joe que ele "não tem nenhum envolvimento na transição".

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Mas, mais tarde, Jason Miller, porta-voz da equipe de transição, declarou que Flynn não estava mais ligado ao grupo. Ele não explicou o que provocou a demissão, mas dois outros membros da equipe disseram que foi relacionada aos tuítes. / NYT

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