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Macron sobrevive a moção de desconfiança e reforma da previdência recebe sinal verde na França

Oposição agora, recorrerá a vias judiciais para impedir o projeto, que eleva a idade mínima de aposentadoria na França de 62 para 64 anos, de ser implementado

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Por Redação
Atualização:

PARIS O governo do presidente da França, Emmanuel Macron, recebeu um voto de confiança da Assembleia Nacional nesta segunda-feira, 20, após duas votações. Com isso, a controvertida reforma da previdência proposta pelo presidente, adotada por decreto na semana passada, recebeu sinal verde do Legislativo para entrar em vigor.

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A oposição agora, recorrerá a vias judiciais para impedi-la de ser implementada. Na semana passada, milhares de pessoas tomaram as ruas da França para protestar contra o plano de Macron, que eleva a idade mínima de aposentadoria na França de 62 para 64 anos.

A moção de censura apresentada pela extrema direita de Marine Le Pen recebeu apenas 94 votos dos 287 necessários. O governo já havia superado uma primeira moção, de caráter multipartidário, mas por apenas nove votos.

Além do aumento da idade mínima para se aposentar, o projeto de Macron prolonga os anos de contribuição dos franceses para acesso à pensão integral, de 42 para 43 anos, já a partir de 2027.

A reformulação também mexe nos chamados regimes especiais —aqueles dedicados a atividades consideradas mais penosas, como as de garis, bombeiros, policiais e enfermeiros, que podem se aposentar antes das demais categorias, teriam a idade mínima elevada de 57 para 59 anos.

Macron e seu governo dizem que precisam mudar o sistema previdenciário da França agora para colocá-lo em uma base financeira mais firme para o futuro, à medida que a expectativa de vida aumenta e a proporção de trabalhadores para aposentados diminui.

Os oponentes, incluindo uma frente unida de sindicatos, contestam a urgência da necessidade de uma reforma. Eles dizem que Macron está atacando um direito acalentado à aposentadoria e sobrecarregando injustamente os operários por causa de sua recusa em aumentar os impostos sobre os ricos. Nenhum dos lados mostrou qualquer sinal de recuo.

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Na votação, houve votos suficientes dos deputados do partido Republicanos, de centro-direita – que no ano passado propôs aumentar ainda mais a idade de aposentadoria, para 65 anos – para salvar a lei e o governo liderado pela primeira-ministra Elisabeth Borne. No entanto, 19 membros do partido votaram a favor da moção de desconfiança, muito mais do que o esperado.

O governo teria caído se uma das moções de censura tivesse sido aprovada, obrigando Macron a nomear um novo gabinete ou dissolver a Assembleia Nacional, convocando eleições antecipadas./ AFP E EFE

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