María Corina Machado acusa governo interino de impedir seu retorno à Venezuela

Líder da oposição está no exílio desde dezembro de 2025, quando fugiu do país para receber o Prêmio Nobel da Paz em Oslo

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Por Redação
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Como está a situação dos direitos humanos na Venezuela após a queda de Maduro?

Governo interino de Delcy Rodríguez aprovou uma lei de anistia a presos políticos, mas aparato de repressão segue vigente. Crédito: Imagens de apoio: AFP

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A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, acusou o governo de impedir seu retorno à Venezuela. O país foi abalado por dois terremotos que deixaram mais de 1.700 mortos.

Machado está no exílio desde dezembro, quando protagonizou uma fuga do país para receber o Prêmio Nobel da Paz em Oslo.

Em um vídeo divulgado no X a partir do Panamá, a opositora afirmou que o governo de Delcy Rodríguez está impedindo sua volta para acompanhar os venezuelanos “nestas horas dilacerantes”.

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Segundo Machado, o governo fechou “o espaço aéreo comercial da Venezuela para impedir” sua entrada. Depois “tiveram que reverter isso, mas ameaçaram aqueles que querem facilitar meu retorno”, acrescentou.

O aeroporto internacional de Maiquetía, que atende Caracas, foi fechado devido aos danos que sofreu com os terremotos. No entanto, foi reaberto parcialmente para receber voos humanitários, e os aeroportos de Valência (centro) e Maracaibo (oeste) estão operando voos comerciais internacionais.

A líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, discursa durante a conferência de energia CERAWeek 2026 da S&P Global em Houston, Texas, em 24 de março de 2026 Foto: Ronaldo SCHEMIDT / AFP

Há quase seis meses, o ex-ditador Nicolás Maduro foi capturado em uma operação militar dos Estados Unidos. Sua vice-presidente, Delcy Rodríguez, assumiu como presidente interina e governa sob as pressões de Washington.

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Quem é María Corina Machado

O Prêmio Nobel da Paz de 2025 foi concedido a María Corina Machado, líder da oposição da Venezuela. O Comitê Norueguês do Nobel, que organiza o prêmio, concedeu o prêmio a Machado “por seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.

A líder venezuelana se tornou o símbolo da luta por democracia na Venezuela, dominada pela ditadura de Nicolás Maduro e pela autoproclamada revolução socialista que Hugo Chávez, antecessor de Maduro, iniciou na virada do século.

Ela uniu e conduziu a oposição venezuelana na eleição presidencial de 2024. Machado e seus apoiadores criaram uma estratégia para burlar o controle chavista sobre as eleições, ao enviar milhares de voluntários para os centros de votação e conseguir as atas eleitorais que provariam a fraude nas urnas da ditadura de Maduro.

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A líder da oposição da Venezuela foi elogiada por ser uma “figura-chave e unificadora em uma oposição política que antes era profundamente dividida — uma oposição que encontrou um ponto comum na demanda por eleições livres e governo representativo”, disse Jørgen Watne Frydnes, presidente do comitê norueguês do Nobel.

Histórico

Em 2023, María Corina Machado venceu as primárias da oposição com mais de 90% dos votos, mas foi impedida de disputar a presidência por decisão da Justiça, alinhada ao chavismo. Ela apoiou Edmundo González, que afirma ter vencido as eleições com 67% dos votos e divulgou as cópias dos registros de votação que corroboram a versão.

Apesar dos esforços da oposição, o chavismo proclamou a vitória de Nicolás Maduro, sem nunca apresentar os dados da votação. O ditador tomou posse para o terceiro mandato consecutivo, garantindo mais seis anos no Palácio de Miraflores. Com isso, pode chegar a 18 anos no poder, se perpetuando por mais tempo que o seu padrinho político Hugo Chávez.

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Machado entrou formalmente na arena política em 2010, quando foi eleita para um assento na Assembleia Nacional, recebendo mais votos do que qualquer aspirante a legislador.

Foi a partir desta posição que ela corajosamente interrompeu Chávez durante um discurso do ex-presidente ao Parlamento, chamando a estatização de empresas de roubo. Chavez respondeu apontando que “uma águia não caça uma mosca”./Com informações da AFP

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