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A tempestade tropical Lala poderá atingir a Ilha Grande do Havaí com força de furacão neste sábado, 15, trazendo ventos perigosos, chuvas e forte ressaca. Diante da previsão de agravamento das condições meteorológicas, o governador Josh Green declarou estado de emergência na quinta-feira, 13.
O ciclone estava a cerca de 540 quilômetros ao sul de South Point, na Ilha Grande, a maior do arquipélago, e avançava com ventos sustentados que poderiam chegar a 137 km/h em rajadas.
Um aviso de furacão estava em vigor para o condado do Havaí, que abrange a Ilha Grande. Também havia alerta de tempestade tropical para as ilhas de Maui, Molokai e Kahoolawe, localizadas a noroeste. Outras áreas do arquipélago também receberam alertas relacionados à tempestade.
As projeções indicam acumulados de chuva entre 203 e 304 milímetros em partes de Maui e da Ilha Grande, além do risco de maré de tempestade. As condições adversas podem se estender até domingo.

Ao declarar emergência, Green afirmou que a medida permitirá que o Estado e os condados “disponham de recursos suficientes para remover destroços, proteger a infraestrutura e adotar outras medidas de preparação”.
O prefeito de Honolulu, Rick Blangiardi, afirmou nesta sexta-feira que a administração municipal vinha se preparando havia dias para os possíveis impactos da tempestade e pediu que os moradores também tomassem precauções.
“Não esperem o tempo piorar”, declarou. “Mantenham-se informados, afastem-se de áreas perigosas e certifiquem-se de que sua família saiba o que fazer caso as condições se agravem”, acrescentou.
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A agência de gestão de emergências do Havaí orientou os moradores a limpar calhas e ralos, retirar objetos de valor de áreas sujeitas a alagamentos, vedar frestas nas portas e remover galhos de árvores que possam representar risco às propriedades.
A passagem de Lala ocorre em meio ao desenvolvimento de um forte fenômeno El Niño na região central do Pacífico equatorial. As temperaturas do oceano estão tão elevadas que a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) estima em 69% a probabilidade de que o fenômeno atinja uma intensidade histórica, superando episódios registrados desde 1950, quando deverá alcançar seu pico, entre outubro e dezembro./AFP







