Polícia francesa investiga morte de streamer durante transmissão ao vivo

Raphaël Graven era conhecido na internet como ‘JP’ por conteúdos ao vivo nos quais era submetido a abusos ou humilhações; autópsia foi marcada para quinta-feira

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Por Redação
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A polícia francesa segue tendo dificuldades nesta quarta-feira, 20, para explicar a morte de um homem de 46 anos que faleceu durante uma transmissão ao vivo, na qual foi visto sendo maltratado por dois colegas, disse um promotor.

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A polícia que investiga a morte na última segunda-feira, 18, de Raphaël Graven, conhecido na internet como “Jean Pormanove” ou “JP”, interrogou testemunhas e apreendeu provas, incluindo vídeos, disse o promotor Damien Martinelli em um comunicado.

“Várias entrevistas foram realizadas com pessoas presentes no momento da morte, mas não forneceram pistas sobre a causa”, disse ele. Uma autópsia foi marcada para a próxima quinta-feira, 21.

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Graven conquistou seguidores com programas online ao vivo nos quais era submetido a abusos ou humilhações. Promotores em Nice disseram que ele morreu na segunda-feira na cidade vizinha de Contes.

Jean Pormanove Foto: Reprodução/@jeanpormanove via Instagram

A investigação sobre a morte de Graven segue outra investigação iniciada em dezembro, por denúncias de maus-tratos e humilhações contra pessoas vulneráveis em vídeos com pagamentos online dos espectadores, dos quais os mesmos protagonistas participavam. Nesse caso, “NarutoVie” e “Safine” foram presos e interrogados em janeiro.

A polícia também interrogou as supostas vítimas dos maus-tratos, Graven e um homem conhecido como “Coudoux”, mas ambos negaram ter sofrido qualquer violência, disse Martinelli. Eles explicaram que os eventos “eram encenados, com a intenção de gerar notoriedade e ganhar dinheiro”, acrescentou.

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Coudoux afirmou que ganhava até 2 mil euros por mês por sua participação, enquanto Graven “mencionou somas de 6 mil euros” recebidas por sua empresa por meio de contratos com plataformas de streaming.

“Ambos alegaram que nunca foram feridos, que eram livres para ir e vir e para tomar suas próprias decisões”, explicou o promotor. Eles também se recusaram a se submeter a exames médicos e psiquiátricos.

A plataforma australiana de streaming Kick anunciou nesta quarta-feira que todos os streamers envolvidos no evento foram banidos da plataforma enquanto a investigação continua. E acrescentou que está conduzindo “uma reavaliação completa” de seu conteúdo na França.

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A plataforma é considerada menos rigorosa em suas regras de uso do que sua concorrente mais conhecida, a Twitch. / AFP

Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.

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