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Trinta e cinco soldados americanos feridos em ataque no Iraque

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Por Agencia Estado
Atualização:

Trinta e cinco soldados americanos ficaram feridos hoje num ataque de morteiro contra uma base dos EUA perto de Balad, a oeste de Bagdá, informou o Exército num comunicado. Segundo a nota, seis disparos de morteiro atingiram a Base Logística Seitz no início da noite. "Os soldados feridos receberam os primeiros socorros e foram retirados do local para tratamento médico", afirma o comunicado, sem dar mais detalhes. Balad fica dentro do chamado "triângulo sunita", área onde é intensa a resistência às tropas lideradas pelos EUA. Washington tem culpado partidários do ex-ditador Saddam Hussein e militantes islâmicos estrangeiros pelos ataques contra as forças de ocupação. O ataque ocorreu horas antes do início da libertação, pelas forças americanas, de 506 prisioneiros iraquianos, de um total de cerca de 12.800 presos de guerra. A maioria dos 506 é suspeita de associação em menor grau com a guerrilha iraquiana e nenhum deles esteve envolvido em ataques, informaram altos funcionários das forças de ocupação. "Quero assegurar a vocês que este não é um programa para aqueles com sangue nas mãos", disse o diplomata americano Paul Bremer, chefe da Autoridade Provisória da Coalizão (APC). "Também não serão soltas pessoas acusadas de tortura ou crime contra a humanidade." Os primeiros cem deixarão hoje o presídio de Abu Ghraib, a oeste de Bagdá. Pressão Os EUA anunciaram também que oferecerão recompensas por informações que levem à captura ou morte de 30 acusados de lançar ataques contra as tropas dos EUA e aliados. Da lista original de 55 membros do antigo regime iraquiano mais buscados pelos EUA, não foram localizados 13, entre os quais um dos principais assessores do ex-ditador Saddam Hussein, o vice-presidente do Conselho Revolucionário, Izzat Ibrahim al-Duri. No caso específico de Izzat Ibrahim, é oferecido um prêmio de US$ 10 milhões por ele. Na nova lista de 30 nomes, haverá recompensas de US$ 50 mil a US$ 200 mil. Outros funcionários dos EUA disseram que os militares vão tornar-se cada vez mais agressivos com os insurgentes "obstinados", mas serão mais flexíveis com os dispostos a colaborar. Revolta A revolta da população de Faluja, cidade central do Iraque onde é forte a resistência contra a ocupação, aumentou hoje com a morte de um casal que estava em casa com os cinco filhos. As crianças nada sofreram. A residência foi atingida por disparos de um tanque americano, que supostamente reagiu a tiros vindos das imediações da casa. Em Washington, o Departamento de Defesa (Pentágono) anunciou hoje a abertura de licitação para 17 grandes contratos de obras de reconstrução no Iraque avaliadas em US$ 5 bilhões e custeadas pelos EUA. Poderão participar empresas de países que apoiaram a ação americana no Iraque. Empresas de outros países só podem atuar como subcontratadas.

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