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A Casa Branca demitiu nesta quinta-feira, 3, diversos assessores do alto escalão do Conselho de Segurança Nacional, segundo fontes familiarizadas com o caso. A ação acontece um dia após o presidente Donald Trump se reunir com a ativista de extrema direita Laura Loomer, que teria apresentado uma lista com nomes de pessoas que ela acredita serem desleais a ele.
O número exato de demitidos é desconhecido. O jornal americano The New York Times afirma que seis funcionários foram cortados. O The Washington Post diz que foram ao menos três.
Um dos porta-vozes da Casa Branca, Brian Hughes, disse que o Conselho não comenta sobre o assunto.

As demissões também ocorrem uma semana após o escândalo que envolveu a inclusão por engano de um jornalista em um grupo de autoridades no aplicativo de mensagens Signal que discutia planos de guerra dos EUA. O jornalista, Jeffrey Goldberg, editor-chefe da revista The Atlantic, teria sido convidado a entrar no grupo pelo conselheiro de segurança nacional, Michael Waltz.
Os demitidos incluiriam Brian Walsh, diretor de inteligência e ex-diretor de equipe do Comitê de Inteligência do Senado; Thomas Boodry, diretor de assuntos legislativos; e David Feith, diretor de tecnologia e segurança nacional que atuou no Departamento de Estado.
Segundo fontes ouvidas pelo NYT, Waltz teria se juntado a reunião entre Trump e Loomer para defender parte de seus funcionários, mas não foi suficiente. O vice-presidente J.D. Vance e outros funcionários do alto escalão do governo também teriam participado do encontro, ocorrido no Salão Oval da Casa Branca.
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Uma das fontes ouvidas pelo The Washington Post descreveu a tentativa de defesa de Waltz como “incrivelmente desconfortante”, enquanto o NYT descreveu Waltz como um conselheiro com menos poder que Loomer, que não faz parte do governo.
Loomer trava uma campanha pública e privada contra vários assessores de Waltz. Ela já acusou o diretor sênior de Waltz para a Ásia, Ivan Kanapathy, de deslealdade devido ao emprego anterior na Beacon Global Strategies ao lado de críticos de Trump. Ela também criticou o vice de Waltz, Alex Wong, porque a esposa dele trabalhou no Departamento de Justiça durante os governos Obama e Biden.
As demissões marcam a primeira grande reformulação de nomeados republicanos, pouco mais de dois meses após Trump tomar posse para o segundo mandato. Os alvos parecem ter sido àqueles vistos como desleais, seja porque trabalhava em organizações com ex-funcionários democratas ou por destoarem das visões de Trump. /NYT, W.P.





