Trump diz ter ‘abraçado’ Lula, mas critica perseguição política no Brasil; veja vídeo

‘Encontrei Lula e nos abraçamos. Eu gostei dele, e ele gostou de mim. Vamos nos encontrar na semana que vem’, disse presidente americano

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Foto do autor Felipe Frazão
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Trump diz ter 'abraçado' Lula e anuncia reunião, mas crítica perseguição política no Brasil

‘Encontrei Lula e nos abraçamos. Eu gostei dele, e ele gostou de mim. Vamos nos encontrar na semana que vem’, disse Trump. Crédito: Nações Unidas/YouTube

ENVIADO ESPECIAL A NOVA YORK - Em seu discurso na ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter se encontrado nos bastidores da Assembleia-Geral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os dois se abraçaram e concordaram em se encontrar na semana que vem. A data e o local ainda serão discutidos pelos dois governos. A fala de Trump aconteceu após o discurso do presidente brasileiro, que fez várias críticas indiretas ao americano. Trump assistiu às desclarações do brasileiro.

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Após mais de 40 minutos de discurso, Trump citou as sanções impostas por seu governo contra o Brasil. Segundo o presidente americano, o País está “enfrentando grandes respostas a seus esforços sem precedentes de interferir nos direitos e liberdades de cidadãos americanos”. Ele não mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“O Brasil agora enfrenta tarifas pesadas em resposta aos seus esforços sem precedentes para interferir nos direitos e liberdades dos nossos cidadãos americanos e de outros, com censura, repressão, armamento, corrupção judicial e perseguição de críticos políticos nos Estados Unidos”, disse Trump.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Debate Geral da Assembleia-Geral da ONU Foto: Timothy A. Clary/AFP

Em seguida, Trump disse que não tinha problemas em revelar o encontro e o narrou. Tudo havia acabado de ocorrer. Segundo o americano, foram apenas 39 segundos de uma curta interação.

“Eu estava entrando (no plenário da ONU), e o líder do Brasil estava saindo. Eu o vi, ele me viu, e nos abraçamos. Na verdade, concordamos que nos encontraríamos na semana que vem. Não tivemos muito tempo para conversar”, disse Trump. “Foi uma boa conversa. Ele gostou de mim, eu gostei dele... Por ao menos 39 segundos, tivemos excelente química, isso é um bom sinal. Ele parece um homem muito legal. Eu só faço negócios com pessoas de quem gosto. Quando não gosto delas, não gosto.”

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reage à fala de Donald Trump sobre o Brasil na Assembleia-Geral da ONU Foto: Brendan Smialowski/AFP

O Palácio do Planalto confirmou o encontro e o relato de Trump sobre o diálogo. Conforme a Presidência da República, os dois presidentes se viram na sala reservada aos chefes de Estado, atrás da tribuna, e se aproximaram.

Trump teria tomado a iniciativa de abordar o petista após ouvir toda a fala de Lula. Quando Lula deixou a tribuna, Trump se aproximou e disse que eles precisavam conversar. Lula teria respondido que “fala sobre o que for preciso”. Agora os dois governos devem definir uma data, ainda não está fechada.

Toda a interação ocorreu no espaço onde os líderes globais aguardam, um a um, sua vez de discursar. O petista estava acompanhado apenas pelo embaixador Fernando Igreja, chefe do Cerimonial do Planalto, que fez a tradução da conversa.

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Trump disse que avisou a Lula que se queixaria das tarifas impostas pelo Brasil no passado de forma “injusta” e que iria dizer que estava respondendo de forma muito forte, para proteger a “soberania nacional americana”.

“O Brasil está agindo muito mal e vai continuar. Só conseguirão se sair bem se trabalharam conosco, sem a gente eles vão fracassar como outros”, afirmou o republicano. Durante o discurso, ele também exaltou seu próprio governo e criticou a ONU.

De acordo com Trump, as taxas adicionais a produtos brasileiros pretendem corrigir distorções tarifárias praticadas pelo Brasil contra os Estados Unidos.

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