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Facebook aperta regras de anúncios antes de eleições na UE

Empresa também anunciou rascunho de comitê que será responsável por supervisionar moderação e exclusão de conteúdo na rede social

Por Agências
Atualização:
Mark Zuckerberg é o presidente executivo do Facebook Foto: REUTERS/Charles Platiau

O Facebook disse na segunda-feira, 28, que vai aumentar a força de suas regras e garantias em torno de anúncios políticos para prevenir interferência estrangeira em eleições. A movimentação visa especialmente os pleitos que devem acontecer ao longo do ano em diversos países europeus, como Bélgica e Finlândia, bem como a eleição do Parlamento Europeu. 

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Nos últimos meses, a maior rede social do mundo têm enfrentado a pressão de reguladores e dos usuários, especialmente após a revelação do caso Cambridge Analytica – em março do ano passado, reportagens revelaram que a consultoria política, que trabalhou na campanha de Donald Trump, utilizou indevidamente dados de 87 milhões de usuários no mundo todo. 

"Quem quiser veicular um anúncio político ou de cunho social terá de ter uma autorização. Além disso, mostraremos um aviso sobre "quem pagou" cada peça", disse Nick Clegg, chefe de política global do Facebook. Veterano do governo britânico, Clegg foi contratado pelo Facebook em outubro do ano passado. Para ele, as novas ferramentas, que chegarão à rede até o final de março, vão ajudar a proteger as eleições no Velho Continente. 

As novas funções serão expandidas para todo o planeta até o final de junho. Antes disso, elas chegarão a Índia, Ucrânia e Israel, que também passarão por eleições nos próximos meses. São ferramentas, disse Clegg, já utilizadas para as eleições legislativas dos Estados Unidos. Todos os anúncios também serão armazenados em uma biblioteca por sete anos; haverá dados sobre o dinheiro gasto e a quantidade de impressões de cada peça, bem como a demografia do público atingido. 

Moderação. Clegg disse ainda que a empresa tem hoje mais de 30 mil pessoas trabalhando em segurança no Facebook. "É o triplo do que tínhamos em 2017", frisou o executivo. 

Nesta segunda-feira, o Facebook também divulgou como será a estrutura de um conselho que está montando para julgar apelações de decisões sobre conteúdo removido da plataforma. Segundo a empresa, o comitê terá 40 especialistas globais – e nenhum deles trabalhou ou deverá ter trabalhado no Facebook ou em órgãos governamentais. 

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