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Creditas levanta mais US$ 50 milhões e anuncia duas aquisições

Startup de crédito recebe "chorinho" e se torna a maior captação do ano

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Por Guilherme Guerra
Atualização:

Após levantar US$ 260 milhões em janeiro passado, a startup Creditas anuncia nesta sexta-feira, 8, que recebeu outros US$ 50 milhões como extensão da rodada de investimento. Com o "chorinho", a empresa foi quem recebeu o maior cheque entre as startups brasileiras em 2022, chegando a US$ 310 milhões.

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O extensão da rodada traz o banco de investimentos espanhol Andbank ao negócio da Creditas, que está comprando uma licença bancária na instituição e terá participação minoritária na companhia. A operação está avaliada em R$ 500 milhões e terá de ser aprovada pelas autoridades brasileiras competentes.

A aquisição minoritária do Andbank fará com que a Creditas diversifique suas fontes de financiamento e aumente a carteira da companhia. Hoje, a startup oferece crédito imobiliário, automotivo e consignado a clientes, além de oferecer carros seminovos, motocicletas e scooters elétricas em plataforma própria. 

“Estávamos cogitando abrir uma (instituição) financeira, mas nós e o Andbank nos encontramos há quatro meses e começamos a discutir qual seria a estratégia de cada empresa no Brasil”, conta o presidente executivo e fundador da Creditas, Sergio Furio, ao Estadão. “Foi uma sinergia completa.”

Além disso, a Creditas também comprou a Kzas, plataforma de financiamento imobiliário que conecta bancos, construtoras, corretores e compradores em um marketplace - o valor da transação não foi revelado. Segundo Furio, esse negócio irá complementar a vertical de home equity do negócio. “Agora temos um produto mais robusto”, diz o executivo. 

Atualmente, a startup possui 4 mil funcionários espalhados por São Paulo, Barueri (SP), Curitiba, Porto Alegre, Recife, Valência (Espanha) e Cidade do México.

Sergio Furio, fundador e presidente executivo da Creditas Foto: Taba Benedicto/Estadão

Em busca do azul

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Fundada em 2012, a Creditas afirma que as duas aquisições não pesam no equilíbrio financeiro da empresa. Pelo contrário, diz Furio: as aquisições devem impulsionar a startup a, finalmente, sair do prejuízo e operar no azul em até 18 meses. O tema virou a principal pauta das startups nacionais desde a mudança no ambiente econômico do ecossistema de inovação. 

“O investidor tem olhado muito para o caminho rumo à rentabilidade, coisa que antes era menos relevante”, afirma Furio, dizendo que esse assunto já foi levantado pelas gestoras na última captação da Creditas, de janeiro. “Estamos em um novo paradigma de mercado e temos de nos adaptar.”

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