Aeroportos de SP começam feriado sem transtornos

Na quinta, o MPF do Distrito Federal determinou o fim da operação padrão dos funcionários em Cumbica

SOLANGE SPIGLIATTI, Agencia Estado

02 de novembro de 2007 | 07h50

Os aeroportos de São Paulo começaram o feriado do Dia de Finados operando normalmente, segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). Por volta das 7h15, a movimentação de passageiros ainda era tranqüila, com poucas filas no check-in e no embarque. Veja também:Funcionários de Cumbica suspendem operação padrãoGoverno prevê novo risco de apagão aéreo para Finados Saiba quais são seus direitos em caso de atraso nos aeroportos Situação dos aeroportos do País Na zona sul da capital, o aeroporto de Congonhas registrava, até as 7h, três vôos com atrasos de mais de uma hora. Do total de 24 vôos programados, oito estavam cancelados. No aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, das 40 decolagens programadas entre a meia-noite e as 7h, 12 registravam atraso superior a uma hora e nenhum vôo havia sido cancelado. Na última quinta-feira, 1, o juiz da 22ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, Ênio Laércio Chappuis, determinou o fim da operação padrão dos funcionários do aeroporto de Guarulhos, iniciada na manhã de quarta. A assessoria de imprensa da Infraero informou que a greve branca foi suspensa às 17h30, depois que o Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) foi comunicado da decisão judicial. O juiz multou o sindicato em R$ 10 mil diários pelos prejuízos causados aos passageiros às vésperas do feriado de Finados. O presidente da Infraero, estatal que administra os aeroportos, Sérgio Gaudenzi, foi surpreendido com a informação de que a operação padrão continuaria nesta quinta. No fim da noite de quarta-feira, Gaudenzi acreditava ter entrado em acordo com os sindicalistas, depois de garantir que as cláusulas do acordo coletivo de trabalho seriam cumpridas. 'Desrespeito à lei' Em nota emitida na quinta, Gaudenzi acusou o sindicato de desrespeitar a lei, de causar danos à população e de levar a Infraero "ao foco de uma possível nova crise no setor da aviação civil". Segundo a Infraero, ficaram sem funcionamento nove dos 12 terminais de Raio X do setor de embarque internacional de Cumbica, até a retomada dos trabalhos. "A Infraero, que nunca fora o foco dos problemas do chamado 'caos' aéreo, é trazida ao centro dos problemas sem justificativa de qualquer gênero. A postura do Sina poderá ser nefasta para a imagem da empresa e seus empregados, que sempre foram respeitados por sua eficiência e responsabilidade pública", afirmou Gaudenzi na nota.

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