Ameaça de greve é frustrada na basílica de Aparecida

A ameaça de greve no Santuário Nacional, em Aparecida, a 171 km de São Paulo, feita na última semana pelo Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade (Sindeturh) da região, acabou frustrada, após a promessa da direção do templo de fazer amanhã o pagamento de vales-refeição que estariam atrasados.

JOÃO CARLOS DE FARIA, Agência Estado

10 de outubro de 2011 | 18h52

O Sindicato moveu ação coletiva para o pagamento do vale-refeição, cujo valor atualizado, somado a uma multa de R$ 9,90 por empregado, seria de R$ 9 milhões. A base de cálculo é de R$ 6 a R$ 8 por dia, referente a cláusulas de convenções coletivas do período.

A sentença condenando as Obras Sociais do Santuário foi proferida em 24 de novembro de 2009, pelo juiz do Trabalho Fábio Prates da Fonseca e foi mantida pela 15ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas.

O Sindeturh havia convocado cerca de 400 trabalhadores para uma assembleia no sábado, mas apenas oito funcionários compareceram ao ato, com o objetivo de fazer cobranças da entidade. O objetivo do sindicato era paralisar as atividades durante a Festa da Padroeira, que ocorre na próxima quarta-feira, dia 12, quando a cidade recebe cerca de 500 mil romeiros.

"Houve muita pressão sobre os funcionários e eles prometeram fazer o pagamento. Foi um compromisso público que esperamos que seja cumprido", disse o sindicalista Celso Moreira da Silva. Além da reclamação em relação atraso dos vales-refeição o sindicalista também aponta a ocorrência de assédio moral e de violação do direito coletivo do trabalho.

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